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A obsessão do CEO Mafioso romance Capítulo 17

POV Antonella

Eu sabia que estava cometendo um erro.

Mas ficar trancada naquele quarto, ouvindo vozes alteradas ecoarem pelo andar de baixo, era pior. A discussão cortava o silêncio da casa como lâmina. A voz dele era inconfundível — firme, controlada, perigosa mesmo quando não gritava.

Ethan.

Sempre Ethan.

Eu me aproximei da porta devagar. Meu coração batia tão forte que parecia denunciar minha intenção antes mesmo de eu girar a maçaneta.

Se ele estava ocupado discutindo, talvez fosse a única chance que eu teria.

Abri a porta com cuidado e deslizei pelo corredor. As luzes eram baixas, elegantes, calculadas para manter aquela atmosfera fria que combinava com ele. Eu sabia que havia câmeras. Ele fazia questão de controle. De vigilância.

Mas homens irritados cometem descuidos.

Ou pelo menos eu queria acreditar nisso.

Desci as escadas segurando a respiração. O som dos meus saltos no mármore pareceu alto demais, então tirei-os e os segurei nas mãos. Melhor o frio do piso nos pés do que ser ouvida antes da hora.

Quando alcancei a saída lateral que dava para o jardim, o ar noturno bateu no meu rosto. Era fresco. Libertador.

Quase.

Os soldados estavam espalhados pelo terreno. Postura rígida. Armas discretas. Atenção constante.

Eu não tinha dinheiro. Não tinha aliados. Só tinha aquilo que sempre disseram que eu tinha de valor.

Juventude. Beleza. Um corpo que chamava atenção antes mesmo que eu abrisse a boca.

Passei os dedos pelos cabelos, ajeitei o decote do vestido — não vulgar, mas provocante o suficiente — e caminhei em direção ao que parecia mais jovem. Mais… acessível.

Ele me viu antes que eu dissesse qualquer coisa.

Os olhos dele mudaram.

— Está perdida, senhorita? — perguntou, tentando manter a formalidade.

Aproximei-me devagar, mantendo o sorriso leve.

— Não , só precisava de ar. Lá dentro é sufocante.

Ele engoliu em seco.

— O chefe não vai gostar da senhora circulando por aqui sem ele.

— Não? — inclinei levemente a cabeça.

__Sinceramente pouco mim importa o a opinião dele e não estou sozinha estou muito bem acompanhada.

___Me chamo Andrew ,é um prazer conhece-la senhorita.

— Antonella. — Sorri. — Imagino que já saiba, que não sou só a nova babá da sobrinha do seu chefe e nem estou aqui por vontade própria.

— Todos sabemos.

O jeito como disse aquilo me fez perceber que ele está a par de tudo.

.Respirei fundo. Era agora.

— Andrew… vou ser direta. Você teria coragem de me ajudar a sair daqui?

Ele congelou.

— Senhorita… isso é impossível.

Eu me aproximei mais um passo. Perto o suficiente para que ele sentisse meu perfume.

— Nada é impossível se houver vontade.

Os olhos dele desceram pelo meu corpo antes que ele conseguisse evitar.

— Eu não tenho dinheiro — continuei, suavizando a voz.

— Mas posso recompensar você de outra forma.

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