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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 190

VICTOR BALTIMOR.

Mais tarde, quando o quarto finalmente ficou em silêncio depois da visita inesperada da minha família, permaneci olhando para a porta por alguns segundos, ainda absorvendo tudo o que havia acontecido.

Minha mente continuava desperta demais. As memórias estavam todas ali agora, nítidas, organizadas, vivas dentro de mim.

Cada rosto, momento, erro. Cada gesto de amor. E, no meio de tudo isso, havia um pensamento que não saía da minha cabeça.

Melissa, minha filha. Quero ver minha pequena, estou sentindo uma saudade de meses da minha filha. Apenas pensar nela fez meu peito apertar de uma forma diferente, mais profunda, mais delicada e ao mesmo tempo quase dolorosa.

Lembrar dela foi como sentir uma parte de mim voltar ao lugar. Seus olhinhos curiosos, o cheiro doce de bebê, seus risinhos de alegria, quando eu a pegava nos braços. O jeitinho como se aconchegava em mim.

E pensar que no começo, eu nem chegava perto dela, pegá-la nos braços era fora de cogitação.

A lembrança da minha menina me atravessou por inteiro, e com ela veio também a culpa pelos dias em que a assustei e que fiquei sem lembrar dela e desse amor que me preenche.

Fechei os olhos por um instante, respirando fundo, tentando conter a emoção que subia pelo meu peito.

Foi então que ouvi passos suaves se aproximando da porta. Virei o rosto imediatamente, a porta se abriu e Elisa entrou no quarto com Melissa no colo.

Meu coração simplesmente pareceu parar. Por um segundo, tudo ao meu redor desapareceu.

Só existia a minha filha, tão pequena, linda e minha, pois era inegável, já que Melissa era uma mini cópia minha. A emoção me atingiu com tanta força que senti meus olhos arderem no mesmo instante.

— Elisa… — meu sussurro saiu rouco, tomado pela emoção.

Melissa estava ainda mais linda do que em minhas lembranças. As bochechas redondas, os cabelinhos macios, os olhinhos vivos e atentos.

Mas foi no segundo em que ela me viu que algo dentro de mim se explodiu de vez.

Os olhos dela se iluminaram. O rostinho se abriu em um sorriso tão puro, tão cheio de felicidade, que senti meu peito doer. E então ela começou a esticar os bracinhos na minha direção. Querendo vir comigo, querendo o pai.

Meu Deus…

Aquela cena me desmontou por inteiro.

— Olha só quem está ansiosa para ir com o papai — Elisa disse baixinho, a voz embargada pela emoção.

Meu olhar foi imediatamente para ela.

— Ela… ela ainda gosta do meu colo? — perguntei, sentindo a culpa apertar ainda mais meu peito.

Elisa sorriu com ternura, os olhos marejados.

— Sempre. Você é o lugar favorito dela.

Aquilo me destruiu e me curou ao mesmo tempo. Como, mesmo na minha ausência, minha filha ainda me reconhecia como abrigo?

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