ELISA RIVER.
Ele olhou na nossa direção, irritado, mas, ao nos ver, sua expressão suavizou.
— Elisa. Que bom que chegou — disse tranquilamente, como se nada tivesse acontecido.
— Victor, por que demitiu a equipe? — questionou minha sogra.
Victor a olhou e depois voltou o olhar para mim, sem dar muita importância ao que sua mãe perguntara, mas respondeu:
— Porque eu quis. Não confio mais neles para cuidar de mim.
Ouvi minha sogra respirar fundo, como se buscasse paciência. Resolvi intervir.
— Victor, eu te deixei dormindo e, quando volto, te encontro acordado e causando confusão. Não sente vergonha?
— Não — respondeu, sorrindo, demonstrando estar de bom humor naquele momento.
— Olha… — falei, aproximando-me, sentando-me na cama e lhe dando um beijo.
Era para ser um beijo rápido, mas Victor tomou minha boca com fome e intensidade. Quando nos afastamos, eu estava ofegante. Demorei um pouco para recobrar os pensamentos.
— Como eu estava dizendo, eu sei que você está irritado com o médico e os enfermeiros. E não tiro sua razão, mas você precisa deles. Eles são os melhores. Então, que tal dar uma segunda chance?
Victor me olhou sério e cruzou seus braços.
— Não os quero tocando em minhas partes íntimas. Mas podemos chegar a um acordo. Desde que você aceite meus termos — declarou.
Eu o olhei surpresa, pois ele mudara de repente. Adquirira um tom de negociação. Desde quando eu estava no meio dessa história? Senti como se tivesse caído em uma armadilha.
— Desde quando tenho alguma coisa a ver com isso? Não estou entendendo.
Ele deu aquele sorriso molhado de calcinha que me deixava louca.
— Ora, minha cara, você está envolvida nisso desde que se ofereceu para tirar aquela maldita sonda e cuidou do meu pau desde então — disse Victor com aquele olhar malicioso.

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