VICTOR BALTIMOR.
Elisa estava completamente largada contra meu peito, ofegante e mole depois de tudo que fiz com ela. E, sinceramente? Eu ainda queria mais; preciso recuperar o tempo perdido, sem sexo.
Minha mão deslizava lentamente pela coxa dela enquanto eu sentia seu corpo quente encaixado no meu. O quarto ainda carregava o cheiro do nosso sexo e o som das respirações pesadas. Era bom tê-la toda trêmula em meus braços. E saber que eu era o responsável pelo seu prazer e gemidos.
Elisa soltou um gemido baixo quando passei os dedos devagar pela sua cintura.
— Victor… pelo amor de Deus… — murmurou, sem forças. — Eu não aguento mais.
Sorri contra seus cabelos ainda úmidos de suor. Pois eu queria mais.
— Aguenta sim, amor. Você foi feita toda para mim. Sei que tem muito tesão acumulado em você e aguenta a noite toda. Lembro-me perfeitamente de como estava incansável na nossa primeira vez juntos. Você me deixou acabado.
Ela soltou uma risada cansada.
— Você quer me matar. E naquela noite, eu ainda não estava grávida, não tinha os efeitos da gravidez contra mim. E, se continuar assim, nem vou conseguir andar amanhã.
Eu sorri com seu comentário.
— Em minha defesa, eu fiquei meses sem tocar na minha mulher direito. A culpa é sua de eu estar assim, necessitado.
Elisa virou um pouco o rosto para me olhar. As bochechas coradas. Os lábios inchados. O olhar sonolento e satisfeito.
Porra… Minha mulher era linda e deliciosa demais.
— Minha culpa? — perguntou, indignada. — Você quase morreu, Victor.
Acariciei devagar sua barriga. Nossos bebês estavam crescendo ali. Ainda era estranho pensar que teríamos gêmeos. E toda vez que pensava nisso, algo apertava dentro do meu peito.
Eu tinha uma família. Minha família.
Inclinei-me e beijei lentamente sua barriga. Elisa passou os dedos pelos meus cabelos.
— Você ficou completamente obcecado e insaciável depois que recuperou a memória — comentou divertida.
Soltei uma pequena risada nasal.
— Depois que quase morri, você quer dizer.
Ela ficou em silêncio por um instante. E eu imediatamente me arrependi de tocar naquele assunto. Levantei os olhos e encontrei seu olhar mudando.
Droga. Ainda doía nela, em nós dois, na verdade. Passei a mão pelo seu rosto devagar.
— Ei… — murmurei baixo. — Já passou. Eu não deveria ter falado sobre isso, após um momento tão bom que tivemos.
Elisa me observou por alguns segundos antes de suspirar.
— Não passou completamente, Victor. Acho que nunca vai passar.
Engoli seco.
Porque ela estava certa. Eu também ainda me lembrava do frio, da dor que passei, da queda, do medo de não sair vivo daquele lugar, do desespero de achar que nunca mais veria Elisa e Melissa.
Apertei-a mais forte contra meu corpo sem perceber. Ela notou, sempre notava.
— O que foi? — perguntou baixo.
Balancei a cabeça.
— Nada.
Mentira. Era tudo: o atentado, Charlotte foragida e à espreita, Afonso sumido e fazendo alianças com Alfredo Star e minha família em risco.
E, mesmo assim… Ali, naquele quarto, com Elisa nos meus braços e Melissa dormindo no berço… era a primeira vez em muito tempo que eu sentia paz.
O pequeno resmungo vindo do berço fez nós dois olharmos imediatamente. Melissa mexeu os bracinhos enquanto fazia um barulhinho manhoso dormindo.
Sorri automaticamente. Meu coração parava praticamente de emoção toda vez que olhava para minha filha. Elisa soltou uma risadinha.
— Ela puxou você. É toda dramática.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.