ELISA RIVER.
Os últimos cinco dias haviam sido ótimos. Mesmo no meio de toda a tensão, investigações, ameaças e segredos vindo à tona… eu estava feliz.
Victor tinha me contado tudo no dia seguinte à noite de muito sexo. Sobre o contador sobrevivente. Sobre Damon ter conseguido localizá-lo antes que alguém o silenciasse. Parece que o homem estava disposto a entregar Alfredo Star em troca de proteção e dinheiro.
E, sinceramente?
Aquilo me assustou.
Porque as pessoas só pediam proteção quando tinham medo de morrer. E o contador tinha vários motivos para temer, afinal, já tinham atentado contra a vida dele e ele escapou por milagre.
Lembro-me perfeitamente da expressão de Victor enquanto me contava tudo, ele estava frio e calculista. Mas havia algo mais ali, raiva.
Uma raiva silenciosa e extremamente perigosa. Victor prometeu me proteger e que eu teria minha vingança, ou justiça. E estava empenhado em cumprir suas promessas.
— Então ele realmente participou disso… do atentado — murmurei naquele dia, ainda tentando processar.
Victor estava sentado na poltrona próxima da janela do quarto enquanto eu escovava os cabelos diante do espelho.
— Ainda não temos a verdade completa, mas o contador sabe muitos podres de Alfredo — respondeu sério. — E um homem não solicita proteção do nada, Elisa.
Virei lentamente para encará-lo.
— Você acha que Alfredo vai tentar matar esse contador outra vez, quando descobrir que falhou na primeira tentativa?
Victor sustentou meu olhar por alguns segundos antes de responder:
— Acho que Alfredo não vai querer, ninguém falando o que não deve. E quem tentou uma, pode tentar de novo. Só sei que Alfredo se revelou um homem capaz de tudo para se safar.
Aquilo gelou meu sangue, pois eu estive perto desse homem, quando era professora do filho dele e o desafiei. Eu poderia estar morta agora.
Depois da nossa conversa, os dias passaram e Victor comentou que Damon passou os últimos dias praticamente desaparecido atrás de informações.
Eu estava adorando ser castigada. Talvez devesse me preocupar com o fato de meu corpo simplesmente parar de funcionar direito toda vez que Victor me olhava daquele jeito possessivo.
Mas definitivamente não era prioridade no momento, sorri para mim mesma sentada na sala, enquanto dava a mamadeira para minha filha.
Quando a noite chegou, tudo parecia mais calmo e leve.
Melissa tinha finalmente dormido depois de quase uma hora inteira reclamando porque queria colo do pai. Victor, obviamente, piorava a situação toda. Porque bastava nossa filha resmungar minimamente que ele já a pegava no colo como se fosse a coisa mais preciosa do universo. E realmente ela era mesmo.
Eu estava terminando de passar creme na barriga que já estava bem visível, quando ouvi a porta do banheiro abrir. Levantei os olhos automaticamente. E perdi completamente a concentração.
Victor saiu apenas de calça de moletom cinza, secando os cabelos molhados com uma toalha. Algumas gotas de água ainda desciam pelo pescoço, pelo peito definido e pela barriga marcada.
Meu Deus.
Aquele homem tinha consciência demais da própria beleza. Meu olhar desceu involuntariamente outra vez para sua virilha. E já imaginei aquela maravilha rígida me penetrando. Me tornei uma tarada, graças a esse homem.

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