VICTOR BALTIMOR.
Elisa ficou completamente imóvel.
— Meu Deus… Victor.
Em seguida, ela abraçou a própria barriga novamente, instintivamente, e aquilo acabou comigo. Porque o medo dela agora era diferente. Não era apenas Charlotte. Era a sensação de não saber mais em quem confiar.
Walter, o chefe da minha segurança, voltou para a sala naquele instante.
— Senhor, estamos puxando as imagens da clínica e das ruas próximas, assim como aqui da mansão, para saber mais do pacote.
Estendi a mão imediatamente.
— Quero tudo. Entrada, estacionamento, rua lateral, trajeto inteiro. Quero saber quem tirou a foto e quem entregou essa caixa.
— Sim, senhor.
Ele saiu rapidamente. Peguei meu celular e liguei para Damon. Ele atendeu no segundo toque.
— Já viu a foto da caixa? — perguntei direto.
Minha voz saiu fria e controlada.
— Sim, senhor.
— Pois bem, nós temos outro problema.
Houve um pequeno silêncio do outro lado.
— Qual senhor?
Continuei olhando para Elisa enquanto respondia:
— Tenho certeza de que Charlotte sabia o dia, o horário e o local da consulta da Elisa.
Damon ficou em silêncio por dois segundos. Tempo suficiente para entender exatamente onde eu queria chegar.
— O senhor quer saber quem vazou informação.
— Isso mesmo, quero saber quem é o rato que está ajudando meus inimigos.
Pablo ficou imóvel ao meu lado. Elisa me observava sentada no sofá em silêncio agora. Mas estava visivelmente assustada com o que escutava.
Charlotte não estava apenas perseguindo e não estava agindo sozinha. Tinha alguém abrindo caminho para ela.
Damon voltou a falar:
— Vou levantar informações de todo mundo que teve acesso à agenda da senhorita River nos últimos dias.
— Quero nomes do pessoal da clínica também.
— Certo, senhor. Vou providenciar isso o mais rápido possível e entrarei em contato.
— Faça isso.
Desliguei sem dizer mais nada. Então finalmente caminhei devagar até Elisa, que estava de cabeça baixa.
Ela levantou os olhos para mim assim que sentiu minha aproximação. E aquilo acabou comigo. Porque havia medo em seu olhar, muito medo. Segurei seu rosto cuidadosamente.
— Ei… Olha para mim, meu amor.
Ela tentou respirar fundo. Tentou parecer firme.
— Ela estava me observando e eu nem percebi…
Passei o polegar devagar pela sua bochecha.
— Não vai acontecer.
Ela negou com a cabeça, nervosa.
— Você não pode ter certeza disso.
Meus punhos se cerraram. Porque ela tinha razão. E eu odiava isso.
Odeio não conseguir garantir segurança absoluta para ela e nossos filhos. Elisa levou a mão até a barriga novamente. Um gesto automático e protetor, que ela fazia frequentemente.
— Ela chamou nossos filhos de bastardos… — a voz dela saiu falha. — Eles são bebês, nem nasceram ainda e estão sendo ameaçados, Victor…
Fechei os olhos por um segundo. Tentando controlar a violência dentro de mim. Mas estava difícil para caralho.
Porque Charlotte não estava mais apenas obcecada por mim. Agora ela estava tentando destruir Elisa emocionalmente. Fazendo minha mulher sentir medo dentro da própria casa.
E isso? Isso eu jamais perdoaria.
Elisa finalmente desabou. As lágrimas começaram silenciosas. Ela virou o rosto rapidamente, tentando esconder. Como se ainda precisasse parecer forte na minha frente. Mas eu a puxei imediatamente para meus braços.
— Ei… Olha para mim.
Ela segurou minha camisa com força.
— Estou com medo, Victor…
Pronto, acabou, foi a última gota d'água. Porque ouvir Elisa admitir aquilo destruiu o resto do meu autocontrole. Abracei-a mais forte. Passei a mão lentamente pelos cabelos dela enquanto a mantinha protegida contra meu peito.
E naquele instante tive certeza de uma coisa:
Charlotte havia acabado de transformar aquilo numa guerra pessoal. E eu nunca fui misericordioso com quem ameaçava minha família.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.