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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 246

VICTOR BALTIMOR.

Eu quase não dormi, acordei em vários momentos. O dia de ontem foi difícil. Passei a noite inteira acordando e vigiando Elisa, tentando mantê-la calma depois daquela maldita caixa. Mas foi inútil.

Porque o medo já tinha entrado na minha casa. Minha família não estava se sentindo segura na nossa casa.

E aquilo me enfurecia de um jeito que eu não sabia explicar. Elisa tentou fingir força no começo. Tentou agir normalmente.

Mas toda vez que algum barulho ecoava no jardim, ela se assustava ou ficava tensa. E a pior parte?

Ela estava com medo na própria casa, nossa casa já não era mais segura. Apertei o maxilar instantaneamente só de lembrar.

Durante a madrugada, acordei várias vezes percebendo Elisa inquieta na cama. Em uma delas, encontrei-a sentada, em silêncio, assustada com Melissa nos braços.

Aquilo acabou comigo. Passei horas tentando acalmá-la. Prometendo que nada aconteceria, que eu encontraria Charlotte, que aquilo acabaria.

Mas nem eu mesmo acreditava totalmente nas minhas próprias palavras.

Porque Charlotte havia desaparecido como uma fumaça. E ninguém encontrava aquela maldita mulher.

Quando amanheceu, Elisa finalmente conseguiu dormir de verdade, ela estava exausta.

Fiquei observando-a por alguns segundos antes de sair do quarto. Os cabelos estavam espalhados no travesseiro. A mão ainda sobre a barriga. Mesmo dormindo… parecia tensa. Melissa estava dormindo tranquila no berço.

Fechei a porta devagar atrás de mim e fui direto para o escritório. Meu humor já estava péssimo, minha paciência inexistia. Atila levou uma bandeja com café da manhã para mim. Suspirei e tomei, após ele me convencer de que eu precisava estar forte para encontrar Charlotte e que Elisa e meus filhos precisavam de mim, firme para protegê-los. Então me alimentei, seguindo seu conselho.

Logo após me alimentar, Atila saiu. Abri o notebook imediatamente e iniciei uma chamada de vídeo com Damon e Pablo.

Damon atendeu primeiro. Pablo apareceu segundos depois no carro, no banco de trás.

— Você não vem para a mansão hoje? — perguntei, frio a Pablo, pois ele já devia estar aqui.

— Não. Estou atrás de respostas.

Assenti lentamente. Pelo menos alguém estava conseguindo ser útil. Passei a mão pelo rosto antes de encarar ambos na tela.

— Fala o que descobriram.

Damon respondeu primeiro com a voz séria e objetiva.

— Encontramos o entregador.

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