VICTOR BALTIMOR.
Pensei rápido e respondi logo à sua pergunta:
— É só um modo de falar, Elisa. Não tem ninguém querendo machucar nossa filha. A Melissa está segura. Só estou dizendo o que os pais costumam dizer. Não comece a se preocupar à toa.
— Que bom, achei que minha pequena estivesse em perigo — disse, aproximando-se do berço e acariciando a cabeça de Melissa.
— Nossa, você quis dizer — falei sério, cruzando meus braços. — Não esqueça que ela também é minha filha.
Elisa me olhou e revirou os olhos.
— Você não vai criar confusão só por causa disso, não é mesmo? — perguntou, com deboche.
— Não estou criando confusão nenhuma. Só acho que preciso ser incluído nessa frase. E você sempre me deixa de fora. Sou o pai da Melissa e desse bebê na sua barriga. Mereço estar em tudo o que vocês façam — comentei, colocando a mão em sua barriga.
Senti Elisa estremecer-se com meu toque. Ela estava vestindo aquele shortinho e uma blusa de alcinha. Os dois eram de um tecido um pouco transparente, e dava para ver seus mamilos, o que me deixou agitado com ela vestida daquela maneira tão excitante.
— É justo. Vou te incluir de agora em diante — disse, afastando-se um pouco.
O que não foi uma boa ideia, pois agora eu podia ver como seu short marcava sua parte íntima. Essa mulher ainda vai me enlouquecer.
— Fico feliz em saber — comentei, tentando controlar minha excitação.
— Que bom, agora quero descansar.
Aquela era uma indireta para eu sair, mas eu não queria dormir hoje sem ela. Precisava estar perto para sentir que ela estava segura. Então resolvi arriscar.
— Eu poderia dormir aqui hoje?
Elisa me olhou e arqueou a sobrancelha.
— Por quê?
— Queria ficar perto dos meus filhos e de você. Foi um dia difícil, e estar perto de vocês me acalma.
Ela me analisou e depois suspirou.
— Está bem, mas vai ficar no sofá — disse, firme.
— No sofá? Mas sou grande e fico todo torto ali. Sem contar que vai me dar dores no corpo. Deixa-me dormir na cama.
— Pare de fazer essa cara de cachorrinho ferido.
— Eu não estou fazendo essa cara.
— Está sim — disse, bufando. — Está bem, pode dormir na cama. Mas, se tentar alguma coisa, eu te parto a cara — ameaçou.
— Para que essa violência toda? Eu não vou nem te encostar. Não quero ficar com o olho roxo.
— Acho bom mesmo.
Ela foi até a cama para se deitar. Eu caminhei em direção à porta.
— Onde vai? Desistiu de dormir aqui?
Virei-me, e ela estava com uma expressão confusa.

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