ELISA RIVER.
Eu não podia acreditar no que estava vendo. Aquele descarado estava nu, dormindo ao meu lado. Aquilo era uma tentação tremenda e uma safadeza. Eu não conseguia parar de olhar para aquele maravilhoso pau que já me fez delirar de prazer. Foco, Elisa, não é hora de fraquejar e ficar excitada. Lembre-se de que não pode transar, ordens médicas. Merda, desse jeito terei que me aliviar com o dedo no banheiro. Isso eu posso fazer. Doutor Walter disse: nada de penetração.
— Me desculpe, mas eu não consigo dormir de roupa — disse, explicando-se.
— Não é problema meu. Você não pode ficar dormindo nu ao meu lado. Não está no seu quarto — reclamei, gaguejando, e Victor sorriu, safado.
— Me ver assim te incomoda ou te excita? — perguntou e cruzou seus braços.
Porra, seu pau parece que ficou ainda mais imponente. Minha vagina se contraiu em desejo.
— Não seja ridículo. Eu só estou preocupada de que você esfregue essa tora em mim enquanto dorme.
— É mesmo? E você iria gostar? — perguntou, safado.
Eu, com certeza, gostaria de ser acordada por ele, me fodendo. O que eu estou pensando? Isso deve ser os hormônios da gravidez misturados com o tesão que esse homem me causa. Como pode ser tão gostoso e lindo?
— Pare de palhaçada e vá buscar minha água. Ou eu mesma vou buscar — respondi, mudando de assunto.
— Não precisa, já vou buscar — respondeu e foi em direção à porta do quarto.
— Onde pensa que vai?
Ele se virou e me olhou como se eu fosse uma louca.
— Você me mandou ir buscar sua água.
— Sim, mas você está nu. Não pode ficar andando pela casa desse jeito. Alguém pode te ver — argumentei, não querendo ele andando por aí, mostrando aquele pau grande. Imagina se Meire o vê assim? Ela já é toda apaixonada por ele. Não quero outra olhando o que é meu.
— Está com ciúme, querida?
Bufei, quando ele falou todo convencido.
— Não mesmo. Só não quero que você cause um infarto em alguma funcionária. E a Ceci está dormindo aqui. Já pensou se ela te vê assim?
Victor arregalou os olhos e pegou seu short, vestindo-o.
— Você está certa. Se minha sobrinha me ver assim, meu irmão arranca meu pau.
— Coloque a blusa também.
Victor arqueou a sobrancelha.
— Qual o problema de eu ficar sem camisa? A Cecília já me viu diversas vezes sem camisa.
— Quer saber? Vai logo — falei, para colocar fim àquela conversa, antes que eu me comprometesse demais.
Victor riu e saiu do quarto. Esse infeliz ficava lindo rindo. Fui até o banheiro e, quando voltei, Victor estava entrando com uma garrafa de água e um copo. Ele me entregou o copo cheio, e eu bebi. Depois me deitei e falei:
— Não vai tirar o short. Não te quero nu do meu lado.

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