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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 26

— Companheiro! — ela disse e Martin, que tinha ficado parado como uma estátua, engoliu em seco. Ele tinha sentido o cheiro dela de longe e começou a seguir. Foi quando ele não prestou atenção, alguém esbarrou nele e, assim, ele acabou esbarrando em Haylie.

Lucretia viu a cena e ficou chocada. Martin? Martin, aquele lobo insuportável, que conseguia ser mais insuportável que Rhys — e isso queria dizer muita coisa! O Beta do ShadowBlood era desagradável e ranzinza. Pelo menos era isso o que ele oferecia a Lucretia! — era o companheiro da melhor amiga dela?

Haylie era uma garota com temperamento forte, e uma amiga leal. Engraçada, mesmo quando não planejava isso, e, para Lucretia, era como se água e óleo tentassem se misturar.

Finalmente fora do transe, Martin abraçou Haylie, beijando-a imediatamente.

— Ok, acho que eles vão precisar de um tempo. — Rhys cochichou para Lucretia, que olhou na mesma hora para ele. — Pelo visto, seu desejo de ter sua amiga por perto se tornou realidade!

Lucretia tinha ficado triste e até decepcionada, segundos antes, mas com as palavras proferidas por Rhys, ela via a situação com outros olhos. Ele estava certo! Uma vez que Haylie era companheira de Martin, ela iria morar no bando com eles!

Rhys observou como a expressão de Lucretia mudou de espanto, para irritação leve, surpresa de novo, pensamentos profundos e, então, alegria!

Por algum motivo, vê-la tão satisfeita despertou sentimentos profundos e desconhecidos dentro de seu peito, fazendo seu coração bater mais rápido. O sexo com ela, minutos antes, tinha sido incrível e, a cada vez que ele a tocava, que sentia como ela o queria, o cheiro dela, o toque… tudo o fazia querer se unir a ela de formas que ele nem mesmo entendia.

— Satisfeita? — ele perguntou e sua mão começou a se erguer, querendo alcançar a bochecha de Lucretia e acariciá-la ali. No entanto, Rhys percebeu o que estava fazendo e enfiou a mão no bolso na mesma hora, sua expressão ficando mais fria. — Creio que precisamos voltar e conversar. Não acha?

Conversar. Sim, eles precisavam. Lucretia precisava saber se Rhys realmente se casaria com ela, e como eles fariam depois, afinal, ela precisava estar no bando original dela, se pretendia assumir o comando dele em breve.

Haylie e Martin ainda estavam grudados um no outro e, pelo que parecia, ele estava levando-a para algum canto.

— Sem querer interromper o casal, mas precisamos ir embora. — Rhys disse.

Martin assentiu para o Alfa.

— Tenho que buscar as coisas dela.

— Minhas coisas? — Haylie perguntou, intoxicada.

— Ah, venham! Como eu falei…

— Ele já disse que veremos! — Lucretia a interrompeu e Dreida apenas apertou os punhos ao lado do corpo.

— Alfa Rhys, não acha que…

— Minha noiva e eu precisamos ir. — Ele falou sem emoção alguma na voz. — Felicidades ao casal!

Ele colocou a mão na cintura de Sienna e se virou, porém, Dreida não tinha terminado.

— Não vai me felicitar, irmã? Ou será que… — Dreida esperou que Lucretia se virasse para olhar para ela.

— Será que o quê, Dreida?

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