Lucretia voltou ao quarto dela e foi direto para o banho. O dia estava quente e ela ficou muito suada. Além disso, o sangue ainda fervia de raiva, por isso, um banho a refrescaria, bem como a cabeça.
Assim que saiu do banheiro, viu o telefone vibrando em cima da mesinha de cabeceira. Ela o pegou e viu que no visor estava o nome de Rhys.
— Oi!
— Oi? — Rhys perguntou, claramente de mau-humor. — Você não me deu nenhum sinal de vida hoje e atende com um mísero “oi”?
Lucretia franziu o cenho e olhou para o aparelho, como se olhasse para o próprio Alfa, e soltou uma risada baixo.
— Ah, sim. Eu tive o que fazer.
— Ia matar se mandasse um “bom dia”?
Ela riu e desligou a ligação. Rhys olhou para o aparelho, mas antes que ele explodisse, uma nova chamada, dessa vez, de vídeo. Ele deslizou o botão verde e estava pronto para brigar com Lucretia, quando viu que ela estava apenas de toalha.
— Eu estive mesmo ocupada. Acabei de tomar banho e já ia mesmo te ligar. — Ela falou, sorrindo.
Rhys passou a língua pelos lábios.
— Acho que mereço um agrado, não acha, noivinha?
Ela percebeu como os olhos dele escureceram e, pela expressão, Rhys esperava mais do que uma “recompensa”.
— E o que tem em mente?
Rhys se levantou e trancou o escritório. Ainda que ninguém entrasse ali sem permissão, era sempre bom ser precavido.
— Pode começar tirando essa toalha. — Ele respondeu. — Pra mostrar como eu não sou injusto…
Ele colocou o celular posicionado, em cima da mesa, e tirou a blusa. O rosto de Lucretia ficou tão vermelho quanto os cabelos dela, que estavam soltos em mechas úmidas.
— Que tal essa toalha sair de cena?
Aquele dia ficaria na memória de Lucretia para sempre. Foi a primeira vez que ela fez uma chamada de vídeo daquela natureza e, ela precisava admitir, foi algo que ela realmente gostou! Rhys Jarsdel sabia o que fazer, mesmo não estando fisicamente perto dela!
— Você já foi parar no hospital antes, por causa dessa vadia?
O riso de Lucretia foi morrendo, até ela se dar conta de que talvez tivesse falado demais. Não que ela quisesse proteger Deidra da fúria de Rhys. Por favor, cada um paga pelo que faz! E a irmã dela vinha fazendo muitas coisas ruins ao longo da vida! Porém, o medo dela era Rhys pesar a mão e seja lá o que ele fizesse, refletir ainda mais no bando dela. Ou na reputação dela. O que dava no mesmo.
— Coisa de criança. Não precisa se preocupar. — Ela sorriu para Rhys, mas ele sabia que ela escondia algo. Ele pressionaria? Não. Rhys saberia da verdade. Ele ia buscar a verdade.
— Certo. — Ele falou.
Eles se despediram e Lucretia desceu para comer.
Deidra estava passando com Kolby e deu uma olhada de desdém para a irmã, enquanto o macho passou os olhos de cima a baixo no corpo da ex-noiva. Lucretia torceu a boca e fingiu que os dois não estavam ali, andando mais depressa.
— Maldita! — Deidra disse baixinho, batendo o pé no chão. — Como ela se atreve a nos olhar desse jeito?
Kolby estava insatisfeito com Deidra, porém, ele não jogaria todo o esforço dele de anos, no lixo, por causa de uma garota mimada que não sabia se controlar.
— Respira fundo. É questão de tempo até arruinarmos ela.

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