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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 45

O jantar foi desconfortável, para Lucretia, pois ela sentia os olhares de Deidra e de Kolby. Jeane mal olhava para ela, como sempre, concentrada na comida e em Corrado.

Ainda que Lucretia não gostasse da madrasta, e ela tinha bons motivos para isso, uma coisa ela não podia dizer: que a mulher não gostava do marido. Jeane parecia orbitar em volta dele, pronta para servi-lo, para satisfazê-lo, fosse do jeito que fosse. E se ele perdesse o temperamento, como já ocorreu, Jeane não respondia, não brigava. Ela aguentava.

De certa forma, quando Lucretia pensava sobre isso, sentia uma certa pena da mulher. Corrado não era indiferente a ela, definitivamente não, porém, quando ele estava de mau-humor, quando explodia, se ela fosse a pessoa mais próxima a ele, ela receberia a fúria do Alfa. Que Lucretia soubesse, nunca passou para o físico, mas ainda assim…

Mas essa simpatia não durava muito, quando ela lembrava que Jeane era uma cobra. Talvez fosse o karma dela. Se Corrado ameaçasse bater em Jeane, Lucretia ficaria parada? Não — a não ser que Jeane tivesse cometido algo muito grave, como ter tentado matar o homem primeiro, ou tentado prejudicar o bando para ganho próprio, causando a morte de outros. Aí ela não teria pena, porque deixaria de ver Jeane como mulher, e sim como um criminoso perigoso.

— Como foi no treino? — Deidra perguntou, de maneira suave. Lucretia queria soltar alguma coisa que desmascarasse a sonsice da meia-irmã, porém, ela sabia que era isso o que Deidra queria.

— Foi ok. — Lucretia respondeu, calmamente.

— É que… eu vi o Delta. Ele parecia estar irritado. Até comentei com Kolby. Não foi, amor? — ela perguntou, colocando a mão sobre a dele e sorrindo como se eles fossem o casal mais apaixonado do mundo. Lucretia lutou contra a vontade de enfiar o dedo indicador na boca, em sinal de nojo.

Kolby concordou com um aceno da cabeça. Ele não queria dar assas a Deidra, para confusões. Além disso, não queria que Lucretia ficasse com mais raiva dele. Não era o passo mais inteligente que ele poderia dar.

— Pergunte a ele, Deidra. O assunto que eu tinha com ele já foi resolvido. Com o auxílio do nosso pai e Alfa. — Lucretia falou de maneira formal e Corrado assentiu.

Kolby mandou o lobo para o fundo da mente.

Deidra não continuou a provocar. Ela percebeu que o pai parecia satisfeito com Lucretia e, por enquanto, se ela continuasse a cutucar, poderia ser visto como puro despeito. E não era essa a imagem que ela queria.

Durante a noite, Lucretia não conseguia dormir direito. Todas as vezes que ela olhava para o corredor que dava para o quarto de Deidra, ela lembrava de como tinha visto Kolby sendo um traidor. Além disso, uma sensação de que estava constantemente sob ameaça só crescia.

Quando estava quase dormindo, Lucretia ouviu um rangir, leve.

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