Dentro do restaurante do hotel.
Beatriz o entregou o cardápio e o deixou decidir os pratos.
— Damas primeiro.
Que homem gentil.
Ela escolheu dois pratos de leve, enquanto Theo pegou algumas opções principais.
Ali, ela pensou em algo do nada e o olhou com hesitação.
— O senhor Hoffman me conhece?
Se não, como saberia seu nome?
Não devia ter avisado como se chamava.
Theo tirou a atenção, e um riso escapou de sua boca: — A gente não acabou de se conhecer?
Ela não deu mais ouvidos; eles tinham acabado de se ver por acidente. Afinal, ao sair de Vila Serena, não se encontrariam mais.
— Obrigada por hoje; eu vou limpar o seu casaco e te entrego depois.
Theo sorriu de leve e não proferiu nenhuma palavra.
Em um carro estacionado na calçada, Arthur ainda continuava.
Depois de atender a ligação, ele levantou os olhos e viu um casal na janela do restaurante; o homem foi aquele que havia estragado as coisas e a mulher era Beatriz.
As luzes focavam neles e na conversa que ocorria com muita harmonia.
O rosto de Arthur ficou pálido e seus olhos ficaram escuros, transbordando ciúmes que nem ele devia saber que existiam.
Onde que a Beatriz havia o conhecido?
Ou ela já transava com o homem há muito tempo?
Estava no hotel de propósito?
Usando a quantia do rapaz para almoçar com outro por aí.
Mandou bem, Beatriz!
Theo sentiu um olhar sobre si; seus olhos negros e estreitos escanearam a área e foram direto ao rosto sério de Arthur, no volante do carro.
Suas sobrancelhas relaxaram e seu olhar recuou.
— Não mexa.
Os movimentos de Beatriz congelaram por um tempo. Ela olhou para ele.
— O que foi?
Theo aproximou seu braço e limpou as bordas do lábio dela.
— O molho estava grudado.
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