— Priscila, você está falando besteira. Vou rasgar a sua boca!
O rosto de Heloísa mudou de cor de tanta raiva, e ela avançou agarrando os cabelos de Priscila. Priscila gritou de dor e, instintivamente, tentou arranhá-la. As duas imediatamente se atracaram.
Beatriz ficou em silêncio: — ...
Então era assim que a amizade terminava entre duas ex-melhores amigas? Uma cena completamente repugnante.
A sala tornou-se um caos.
Alguém tentou separar as duas, mas quanto mais intervinham, pior ficava.
Beatriz esfregou a testa, andou até um sofá de um lugar e sentou-se, com tom calmo.
— Se continuarem batendo, eu chamo a polícia.
Todos ali eram pessoas com reputação a zelar; se o assunto chegasse à delegacia, ficaria feio para todos.
Embora as duas partes tivessem se soltado a contragosto, ainda se fuzilavam com o olhar, como se houvesse uma inimizade irreparável.
— Gabriel, você sabe muito bem quem armou a situação na noite passada. — Beatriz o olhou friamente. — Se eu quiser encontrar provas, não será nada difícil.
Gabriel fez uma expressão feia. — Você também não sofreu nada, não é?
— E daí? — Beatriz soltou uma risada fria. — Então eu merecia cair na sua armadilha?
— Bia, eu gostava muito de você. Fiquei confuso por ter sido rejeitado tantas vezes... — Gabriel suavizou o tom. — Se você quiser, eu me caso com você agora.
— Não. Eu não concordo com isso! — Otávio fechou a cara e opôs-se duramente em primeiro lugar. — Um homem do seu tipo acha que é digno da minha filha?
Isadora assentiu, concordando. — A minha irmã já tem um compromisso. O cunhado é lindo e elegante, vem de uma família ilustre. Gente como você não serve nem para lustrar o sapato da minha irmã.
A família Valente fechou a cara instantaneamente.


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