Depois de sair do hotel, Arthur recebeu uma ligação de Melissa.
— Arthur, temos um problema; ouvi falar que a Beatriz achou alguém para vender as ações da Vanguard Tech que estão com ela.
— Do que é que você está falando? — O tom de Arthur mudou de repente e ficou mais frio.
— É verdade; eu conversei com eles e disse que você e a Beatriz brigaram; não passa de um boato as vendas das ações... mas se a Beatriz quiser mesmo vender, com certeza alguém vai comprar.
A empresa havia acabado de entrar na bolsa e estava no topo do sucesso em Vila Serena, com várias pessoas de olho na Vanguard Tech.
Com um semblante fechado, Arthur virou e foi tirar satisfação.
— Beatriz, que direito você tem de vender as ações da Vanguard Tech?
— Sai daí; vamos conversar!
Beatriz, que mal havia suspirado, ouviu as batidas e a voz do homem cheio de ódio. E, claro, não foi burra o suficiente para abrir a porta.
Desde quando soube que ele a havia traído e mentido, o relacionamento tinha acabado por completo.
Não tinham mais o que conversar.
Ela ligou para a recepção.
— Olá, poderia enviar alguém para retirar a pessoa que está batendo na minha porta? Ou vou suspeitar das medidas de segurança deste hotel.
Em pouco tempo, escutou a confusão entre Arthur e as pessoas, o que culminou em sua expulsão forçada.
O celular tocou; era um número desconhecido.
Quando atendeu, a voz sombria e brava de Arthur soou:
— Beatriz, sem a minha permissão, ninguém terá a audácia de assumir as ações da Vanguard Tech.
Aqueles anos fáceis o deixaram presunçoso e arrogante.
Ao ouvir a frase confiante dele, Beatriz soltou um sorriso debochado.
— Arthur, tomara que você continue com essa confiança!
Sem querer gastar saliva, encerrou a chamada e mandou o contato para a lista de bloqueios.
Beatriz acessou a conta no banco pelo celular, trocou a senha de todos os cartões e fez uma ligação.


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