— Ela é só um desejo físico para mim; eu amo você de verdade, e sempre separei muito bem isso. Quando casarmos, vou terminar com ela e ela não vai mais afetar o nosso relacionamento.
— Eu não reciclo lixo!
O rosto de Arthur ficou escuro; segurou os pulsos dela, empurrou-a contra a parede e abaixou a cabeça para beijá-la.
Beatriz perdeu a cor, não conseguiu desviar; cerrou os lábios com força e estendeu os braços para empurrá-lo.
A diferença de força era enorme, e Arthur estava muito mais forte. Ele agarrou a nuca dela e a forçou a abrir a boca para aceitá-lo.
Com a outra mão, puxou o decote dela e foi beijando do pescoço para baixo...
— Arthur, você é um maldito. Me solta!
Ela gritou com a voz trêmula e lutou com todas as forças.
Mas Arthur fez ouvidos moucos e a beijou de forma rápida e violenta.
Ele nunca a tinha forçado antes; sempre prestava atenção nas vontades e sentimentos dela, mas hoje ele não queria aguentar mais.
Se conseguisse ter o corpo dela, ela seria completamente dele, nunca mais pediria término e nem tentaria largá-lo.
Ele a abraçou e foi para o quarto, e, por fim, Beatriz ficou desesperada.
— Saia daqui! Não encoste em mim!
— Socorro, aju—
No segundo seguinte, sua boca foi tapada por uma grande mão.
Arthur disse baixinho: — Amor, pare de gritar. Eu já sei que errei; me perdoe, por favor. Fique boazinha, que eu vou ser mais gentil...
O rosto de Beatriz empalideceu no mesmo instante e um asco grudento lhe dominou, rastejando intensamente por suas costas.
Olhando a porta se fechar, um pavor absurdo surgiu em seu olhar.
Em um momento crítico, uma mão apareceu e barrou a porta.
Theo se aproximou em alguns passos, puxou Beatriz e deu um chute que derrubou Arthur.
Ele olhou para a jovem em pânico e assustada, e perguntou em um tom de voz baixo: — Você está bem?
Beatriz concordou ainda amedrontada e percebeu que era o rapaz estiloso que a cumprimentou. Não notou de jeito nenhum que seus seios estavam à mostra.
— O que você está fazendo aqui? Quer que a polícia te pegue?
O lado sombrio do olhar de Arthur quase saltou aos olhos, mas por conta da situação e das roupas chiques do homem à sua frente, sabia que era alguém importante; não podia lidar com aquilo.
— Beatriz, calma, eu volto amanhã.
Ao vê-lo ir embora, a tensão de Beatriz passou e ela ofegou.
— Obrigada. Qual é o seu nome? Posso pagar uma refeição amanhã?
O homem havia a ajudado demais, e ela tinha que pagar uma refeição para agradecer.
— Theo Hoffman.
O nome era familiar; ela o conhecia de algum lugar.
Sem que ela pudesse pensar direito, o homem virou-se e foi embora, deixando uma frase duvidosa.
— Seu gosto para homens não é dos melhores.
Beatriz: — ...

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