POV/ CHRISTIAN
O aperto dela era criminoso. Quente. Do tipo de sensação que eu queria sentir pelo resto da vida.
Não parei o polegar. Não parei o quadril. Deixei ela terminar a onda e já entrar na segunda, menor, arrastada, o corpo mole e ao mesmo tempo se contraindo — e foi isso que me quebrou.
O cu dela apertou de novo, sem ela mandar, involuntário, gostoso demais, e eu não tive mais o que segurar.
— Porra—
Segurei a cintura vermelha com as duas mãos, enfiei até o fim e gozei.
Fundo. Quente. Dentro. O primeiro jato bateu nela com força, e a Moon arqueou o que pôde contra a cunha, um gemido longo saindo dela enquanto eu pulsava, enchendo, marcando o cu dela como meu. O segundo veio logo atrás. O terceiro. Eu fiquei parado colado, o pau latejando, despejando, a respiração quebrada contra as costas suadas, os dedos ainda cravados na cintura marcada.
Vinte minutos. Pau duro o tempo inteiro. Só fui embora quando ela me apertou daquele jeito.
Ela pendeu para a frente.
O corpo inteiro amoleceu sobre o puff, a testa encostando na madeira, a boca aberta, um fio de saliva. Cansada. Destruída. O cu dela ainda pulsava em volta de mim, cheio, quente, escorrendo em volta da base. Eu não saí. Fiquei enterrado. Ofegante. O peito enorme cobrindo o corpo pequeno.
Encostei a testa nas costas dela. O suor dos dois misturado. O cheiro de sexo grosso no ar parado do quarto.
Mordei as costas dela de novo. Devagar. Os dentes na carne quente, em cima da cera, e ela arfou, um som cansado.
— Que bom que você vai casar comigo. Eu sabia que você ia aceitar.
A Moon soltou um barulho que era quase uma risada quebrada.
— Você me torturou.
Passei a língua no lugar da mordida.
— Um dia isso vai ter troca — ela falou, a voz falhada, mas com aquele resto de marra que ela nunca perdia de verdade.
Soltei uma risada no pescoço dela. Beijei a pele ali, embaixo da coleira, a boca aberta, o gosto de suor.
— Eu te amo, amor.
Ela mordeu o lábio.
Eu vi. O perfil dela preso na madeira, a boca se fechando nos dentes, o silêncio alongando demais. Um segundo. Dois. Três. O meu peito esfriou num instante patético, ridículo, de homem grande demais pensando merda demais.
Porra. Meu Deus. Ela não me ama.
Faz sentido. É muita coisa. Coleira. Pilori. Choque. Cera. Eu fodendo o cu dela por vinte minutos e gozando dentro, pedindo casamento no meio. É demais para uma noite. É demais para ela.
Aí a voz saiu. Baixa. Um sussurro contra a abertura da prancha.
— Eu também te amo.
O ar voltou.
— Mas eu só te amo se você comer minha boceta agora.
Soltei uma risada de verdade. Grossa. Aliviada. Dei um tapa na bunda dela, molhada, vermelha, e ela deu um pulinho cansado.
— Você não tem jeito mesmo, né? Eu tentando ser gentil com você.
— Gentil?
Passei a mão no pescoço dela, por cima da coleira, e subi para o cabelo. Desfiz o que restava das marias-chiquinhas com os dedos, bagunçando o loiro suado, a tiara de ratinha torta caindo para o lado.



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