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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 367

POV: MOON

O colchão largo da suíte parecia me engolir devagar.

Minhas pernas eram dois pedaços de chumbo esticados sob o lençol macio. Cada músculo do meu quadril, a curva da minha cintura e a pele entre as minhas coxas ardiam em um calor dormente, pesado, pulsando a cada respiração funda que eu dava. Eu mal conseguia mexer os dedos dos pés sem sentir o eco daquela prancha de madeira, das amarras me prendendo e da força dele me moldando inteira.

O homem implacável daquele quarto vermelho tinha desaparecido no segundo em que soltou o fecho do pilori.

O Christian me tirou daquela estrutura com um cuidado absurdo, me pegou no colo como se o meu corpo fosse quebrar e me levou direto para a suíte principal. Ele mesmo terminou de tirar o que restava da fantasia rasgada, me colocou na banheira de imersão cheia de água quente e me deixou relaxar ali dentro da espuma morna. Com toda a calma do mundo, ele usou uma toalha macia e óleo para soltar cada pedaço de cera que tinha secado nas minhas costas e nos meus ombros, limpando a minha pele sem pressa. Lavou o meu cabelo com cuidado, tirou o peso do meu corpo e me ergueu da água enrolada em uma toalha grossa.

Na cama, ele me fez engolir dois comprimidos de analgésico com um copo de água gelada. Depois, espalhou uma loção pelas minhas costas, descendo as mãos pesadas em uma massagem firme pela minha cintura marcada de vermelho, pelo quadril e pela raiz das minhas coxas, aliviando a queimação até as minhas pernas pararem de tremer.

Agora, o silêncio do quarto tomava conta de tudo.

Fiquei deitada de lado, encarando a penumbra no teto de gesso.

Eu tinha dito sim. Eu tinha aceitado casar com o Christian Blackwood.

A ficha demorava para assentar no meu peito. Eu passei a vida inteira vindo de baixo, contando centavos para manter as coisas funcionando, me desdobrando para desenhar projetos de arquitetura noites a fio e correndo contra o tempo para não perder o que a minha família construiu. Eu vi o meu pai cair doente, vi a nossa empresa ser ameaçada por canalhas como o Gouveia e vivi com a corda no pescoço por tempo demais.

E agora, eu estava noiva de um dos homens mais perigosos e ricos dessa cidade.

Um aperto frio subiu na minha garganta só de pensar no meu pai. O que ele ia dizer quando soubesse? Como eu ia explicar para ele que o homem que estava bancando a nossa guerra na justiça, o mesmo sujeito que impunha medo em qualquer um só de entrar em uma sala, era o homem que acabava de cuidar de cada centímetro machucado do meu corpo? E as pessoas lá fora? O meio da alta sociedade era podre, cheio de julgamentos e veneno. Com certeza iam dizer que eu era uma oportunista, que dei um golpe nele, que não passava de uma garota qualquer tentando subir na vida às custas do império dos Blackwood.

Parecia bom demais para ser verdade. Parecia um daqueles momentos em que a gente tem medo de respirar fundo para não quebrar a ilusão e acordar de novo no desespero.

Virei o rosto com calma no travesseiro macio.

O Christian estava dormindo ao meu lado, ocupando mais da metade do colchão. Deitado de lado, de frente para mim, com um braço pesado estendido por cima da minha cintura, me mantendo presa junto ao peito dele. A respiração dele era calma, profunda e constante, sem a agressividade que ele carregava quando estava acordado.

Aquele homem colocava fogo no mundo por mim se eu pedisse.

Ele tinha me dominado, exigido submissão e quebrado a minha marra inteira naquele quarto, mas nunca na minha vida eu tinha me sentido tão protegida, tão enxergada e tão desejada quanto nos braços dele. Perto do Christian, eu não era a coitadinha sem dinheiro ou a herdeira falida que precisava de socorro; eu era a mulher dele. A única que conseguia tirar aquele gigante do prumo.

Arrastei o corpo alguns centímetros para a frente, sentindo a pontada gostosa de cansaço nas coxas, e apoiei a minha testa na curva do peito quente dele. O cheiro de loção limpa e pele fresca invadiu o meu nariz.

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