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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 376

POV: ROCCO BLACKWOOD

Não encostei o dedo.

Contornei o corpo suspenso. A corrente no teto deu um estalo de metal quando o cabo oscilou. Parei na frente dela, me abaixando o suficiente para alinhar meu rosto ao dela. A amarração de peito empurrava os seios fartos contra a renda vermelha do sutiã, a boca estava entreaberta e os olhos castanhos brilhavam marejados de tesão e de teimosia. Segurei o rosto dela com uma mão, o polegar cravado na linha do maxilar, e puxei a boca da ruiva para a minha.

Beijo bruto. Molhado. Enfiei a língua fundo, engolindo o gemido dela no meio do caminho. O gosto da boca dela, quente e afoito, se misturou ao ar curto da cabine. Apertei os dedos no queixo macio e mudei o ângulo da boca, beijando com força até ela perder o ritmo, até o corpo balançar de novo na roldana porque ela tentou se apoiar em mim e não encontrou chão nenhum debaixo dos pés.

Desci os dedos para o pescoço.

Garganta macia. Fechei a palma ao redor da pele quente, firme, apenas o bastante para exercer comando, para estreitar a passagem de ar e arrancar um arquejo rouco do peito dela. Não apertei para machucar; apertei para ela lembrar exatamente quem mandava ali. Os olhos castanhos arregalaram por uma fração de segundo e logo amoleceram em rendição. Minha mão livre foi direto ao seio esquerdo, apertando a carne macia por cima da renda até transbordar entre os meus dedos, beliscando o bico rijo sob o tecido fino. Sky soltou o ar quente contra os meus lábios.

— Você é linda demais, Bittencourt.

Falei colado na boca dela, sentindo as respirações se chocarem.

— Linda de um jeito que me deixa burro. Essa boca, esse cabelo vermelho, essa bunda inteira marcada da minha mão. Eu olho para você aqui no alto, amarrada na laje da minha sala, e penso que construí esse quarto inteiro só para ter uma desculpa para não te foder em dois minutos.

Passei o polegar no lábio inferior dela, inchado do beijo.

— Eu sou apaixonado por você. Doente. Todo santo dia. Não existe clube, cobertura ou fim de semana que acabe com isso. Eu quero você para sempre. Quero esse rosto descarado. Quero essa voz suplicando. Quero acordar com você na minha cama reclamando que eu demoro para trançar o seu cabelo.

Soltei a garganta dela. Roubei um selinho estalado e recuei dois passos.

O corpo dela continuou oscilando na roldana. O meio-sorriso abusado continuava ali, mas tremia nos cantos. As marcas vermelhas na pele alva, o tecido fino da lingerie e o peito arfando sem parar deixavam a cena indecente.

Fui até a bancada lateral. A vela de baixa temperatura já acumulava uma poça líquida e perfumada na borda de cerâmica. Peguei o recipiente com cuidado e voltei para perto do tatame. Suspensa de barriga para baixo, com as pernas arqueadas para trás e a cintura empinada, as costas e as nádegas dela formavam uma tela branca pedindo acabamento.

— Respira fundo.

Inclinei o bico da cerâmica.

O primeiro pingo de cera caiu na base da nuca dela, escorrendo morno até a parte superior das costas.

Sky soltou um gritinho abafado. O corpo retesou nas cordas e as unhas se fecharam atrás dos punhos travados. A cera ardeu na medida certa: uma quentura breve que esfriava rápido e virava uma casca flexível. Esperei o gemido dela assentar. Esperei o tremor diminuir. Inclinei a mão outra vez. Deixei um filete descer pelas escápulas, contornando a espinha dorsal até a curva da cintura, soltando pingos nos braços amarrados e bem no centro da lombar. Ela puxou o ar entre os dentes travados. A corda rangeu na madeira e no aço.

Desci o recipiente na direção do quadril farto. Mais gotas caíram na curva redonda das nádegas já em brasa pelas palmadas. A cera clara contrastava com a vermelhidão da pele castigada. Derramei dois pingos na parte de trás das coxas grossas, logo abaixo do elástico da meia sete-oitavos. A cada toque quente, o corpo dela dava um solavanco curto, o quadril tentando fugir do calor sem ter para onde escapar.

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