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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 507

POV/ SAKURA

Quando chegamos ao hospital, Nathan estacionou em uma das vagas próximas à entrada principal. Descemos e atravessamos o estacionamento juntos. O movimento era intenso naquele horário, com pacientes entrando e saindo, funcionários empurrando cadeiras de rodas e familiares aguardando perto da recepção.

O cheiro de desinfetante me atingiu assim que passamos pelas portas automáticas.

Nunca gostei de hospitais.

Depois de tudo que tinha enfrentado, aquele cheiro ainda me provocava um desconforto difícil de explicar. Apertei a alça da bolsa contra o ombro enquanto Nathan se identificava na recepção e confirmava que poderíamos subir até o andar onde Rocco estava internado.

Entramos no elevador com outras três pessoas. Nathan permaneceu ao meu lado, próximo o suficiente para que nossos braços se tocassem quando o equipamento começou a subir.

— Está tudo bem? — perguntou baixinho.

Assenti.

— Só não gosto muito daqui.

Ele olhou para mim por um instante e tocou discretamente minha mão.

Não comentou nada.

Agradeci em silêncio.

Quando chegamos ao andar reservado aos pacientes que exigiam acompanhamento mais cuidadoso, encontramos Heitor Blackwood conversando com um médico próximo ao corredor. O homem usava um terno escuro e mantinha a expressão fechada de sempre.

Ravi estava sentado em uma das poltronas da sala de espera, com o celular nas mãos. Parecia cansado e ergueu a cabeça assim que nos viu.

— Nathan!

Ele se levantou para cumprimentá-lo e depois me ofereceu um sorriso discreto.

— Oi, Sakura.

— Oi, Ravi. Como você está?

— Bem. Quer dizer... mais ou menos.

Olhei para a porta do quarto.

— Alguma novidade sobre seu irmão?

— Os médicos disseram que ele está melhorando.

A informação me deixou aliviada.

Nathan apertou o ombro do garoto antes de perguntar por Christian. Ravi explicou que ele estava dentro do quarto com Helena, enquanto Heitor conversava com a equipe médica.

Meu olhar voltou involuntariamente para o avô de Rocco.

Eu ainda me lembrava da maneira como ele tinha tratado Sky na UTI. O homem praticamente a expulsara dali, mesmo sabendo o quanto ela estava sofrendo. Não conseguia entender como alguém podia ser tão cruel com uma mulher grávida que quase perdera o homem que amava.

Heitor percebeu nossa presença e se aproximou depois de encerrar a conversa com o médico.

— Beaumont.

— Senhor Blackwood.

Os dois apertaram as mãos. Heitor me cumprimentou com um movimento breve de cabeça, e respondi educadamente, embora não tivesse a menor vontade de conversar com ele.

Nathan perguntou sobre o estado de Rocco, e Heitor explicou que os exames apresentavam melhora. Não entrou em detalhes e logo voltou a falar com um funcionário que o aguardava no corredor.

Aproveitei para me afastar um pouco.

Uma enfermeira saiu do quarto carregando uma pequena bandeja com materiais utilizados no atendimento. Esperei que terminasse de conversar com outra profissional antes de me aproximar.

— Com licença. Posso perguntar uma coisa?

Ela me olhou com simpatia.

— Claro.

— Sou amiga da família. Queria saber se o Rocco está melhor.

A mulher assentiu.

— Ele apresentou uma melhora importante nos últimos dias. Os parâmetros estão mais estáveis e a equipe está satisfeita com a evolução.

Sorri, aliviada.

— Que bom! Então existe alguma previsão de ele acordar?

A enfermeira ajeitou os materiais na bandeja antes de responder.

— Por enquanto, o médico decidiu manter a sedação.

Franzi a testa.

— Mesmo ele estando melhor?

— Sim. A equipe considera mais seguro continuar assim por enquanto.

— Mas aconteceu alguma coisa?

Ela balançou a cabeça.

— Não tenho conhecimento de nenhuma intercorrência nova. Essa decisão depende da avaliação médica, e o doutor poderá explicar melhor à família.

Assenti, embora a resposta não tivesse esclarecido minha dúvida.

— Entendi. Obrigada.

A enfermeira sorriu e seguiu pelo corredor.

Fiquei observando a porta do quarto durante alguns segundos.

Rocco estava melhorando. Os parâmetros tinham se estabilizado, mas os médicos ainda consideravam necessário mantê-lo sedado. Eu não entendia o suficiente de medicina para questionar uma decisão daquela natureza, principalmente depois dos ferimentos que ele sofrera.

Mesmo assim, queria saber o motivo.

Nathan se aproximou.

— O que foi?

— Conversei com a enfermeira. Ela disse que ele está melhor, mas vão continuar mantendo a sedação.

— Foi o que Ravi comentou.

— Não é estranho?

Nathan olhou para a porta.

— Depende do quadro clínico. Rocco passou por muita coisa, Sakura.

— Eu sei. Só queria entender por que ainda não podem acordá-lo.

Ele assentiu.

— Podemos perguntar ao médico quando houver oportunidade.

A resposta me pareceu razoável. Não havia motivo para transformar uma decisão médica em suspeita apenas porque eu estava preocupada com meu amigo.

Nesse momento, a porta do quarto se abriu.

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