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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 514

POV/ SAKURA

A expressão séria dele me incomodou mais do que qualquer bronca.

Eu estava acostumada a vê-lo implicando comigo, reclamando das minhas decisões e fazendo comentários irritantes. Quando Nathan ficava daquele jeito, prestando atenção em cada detalhe, era porque realmente estava preocupado.

Toquei sua mão.

— Ei.

Ele ergueu os olhos.

— O quê?

— Eu não vou fazer nenhuma besteira.

Nathan arqueou uma sobrancelha.

— Posso acreditar?

— Pode.

Ele continuou me olhando.

Suspirei.

— Tá. Vou tentar não fazer nenhuma besteira.

Dessa vez, ele soltou uma risada curta.

— Já é alguma coisa.

Sorri.

Nathan apertou minha mão antes de soltá-la e voltar ao computador.

— Vamos terminar de conferir o material que temos autorização para consultar.

Aproximei minha cadeira.

— O que você estava olhando quando voltei?

Ele apontou para uma pasta aberta.

— Documentos antigos relacionados à administração da empresa. Algumas referências estão incompletas.

Examinei a primeira página.

— E essa fotografia?

Nathan pegou a imagem que estava ao lado do teclado.

Mostrava uma reunião corporativa realizada anos antes. Havia vários homens ao redor de uma mesa, alguns com documentos nas mãos.

— Encontrei junto aos registros da época do acidente — explicou.

Peguei a fotografia com cuidado.

Reconheci Heitor e Lorenzo, ambos mais jovens. Havia também outros executivos que eu não conhecia.

— Quem são os outros?

Nathan apontou para uma identificação no verso.

— Alguns nomes estão aqui. Mas nem todos.

Virei a fotografia e examinei as anotações.

A data era anterior ao acidente.

Coloquei-a sobre a mesa e voltei aos documentos.

— Vamos separar tudo que tenha relação com aquele período.

Nathan assentiu.

Trabalhamos durante mais algum tempo, conferindo datas e referências. Ele examinava os registros digitalizados enquanto eu organizava as pastas físicas, tomando cuidado para não misturar documentos de caixas diferentes.

Aos poucos, a tensão diminuiu o suficiente para que conseguíssemos nos concentrar.

Ainda assim, toda vez que ouvia algum ruído no corredor, eu levantava a cabeça.

Nathan percebeu na terceira vez.

— Sakura.

Olhei para ele.

— Oi?

— A porta está fechada.

— Eu sei.

— E ninguém entrou.

— Também sei.

Ele me observou por alguns segundos.

— Vem cá.

Franzi a testa.

— Para quê?

Nathan afastou a cadeira da mesa e estendeu a mão.

Levantei-me e me aproximei.

Assim que fiquei diante dele, segurou minha cintura e me puxou delicadamente para mais perto. Apoiei as mãos em seus ombros, surpresa.

— O que foi? — perguntei.

Ele ergueu o rosto.

— Você está tremendo.

Olhei para minhas mãos.

Estavam mesmo um pouco trêmulas.

— Foi o susto.

Nathan passou as mãos pelos meus braços.

— Eu sei.

Fiquei olhando para ele.

Seus cachos loiros estavam bagunçados, e os olhos verdes demonstravam uma preocupação que ele não tentava esconder.

Meu coração acelerou.

— Você vai ficar me olhando assim? — perguntei.

— Assim como?

— Como se eu fosse quebrar.

Nathan soltou o ar pelo nariz.

— Você não é de vidro, Sakura.

— Ainda bem.

— Mas eu me preocupo com você.

Engoli em seco.

Aquelas palavras eram simples.

Ele já tinha dito coisas parecidas antes, mas ouvi-las enquanto suas mãos permaneciam na minha cintura provocou uma reação completamente diferente.

Baixei os olhos para a gola da camisa dele.

— Eu sei.

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