Vendo o silêncio de Ema, Diogo lançou outro olhar furioso para Alípio e perguntou lentamente:
— Digam, por que vocês se divorciaram?
Assim que Diogo falou, Ema ficou atônita, e até Alípio franziu a testa, estranhando.
Ele respondeu apressadamente:
— Vovô, a gente não chegou a finalizar o divórcio. De onde o senhor tirou isso?
Diogo manteve o rosto severo:
— Humpf! Moleque, não interessa como eu soube. Apenas me diga, por que o divórcio?
Enquanto falava, o olhar de Diogo se voltou para o ventre de Ema, e ele acrescentou:
— Além disso, a Ema já carrega no ventre o sangue da família Salazar. O que você pretende fazer?
Ema olhou surpresa para Diogo. Como ele sabia de tudo?!
Sobre a gravidez, aqui, apenas ela e Alípio sabiam. Além deles, Marcos também sabia.
Mas Marcos sempre obedecia às ordens de Alípio; sem a permissão dele, Marcos jamais abriria o bico.
Ema pensava nisso inquieta, lançando um olhar furtivo para Alípio.
A expressão de Alípio também revelava uma ponta de incompreensão. Ele caminhava lentamente diante da mesa de centro.
Depois de um longo tempo, ele falou devagar:
— Vovô, não sei onde o senhor ouviu essa notícia. Mas eu e a Ema não nos divorciamos, só tivemos um pequeno desentendimento. Não vê que eu a trouxe de volta? Até contratei uma enfermeira particular pra acompanhar ela.
Diogo analisou Alípio com um olhar desconfiado por um momento, depois voltou a atenção para Ema e disse amavelmente:
— Ema, seja boazinha. Antes de entrar, pedi à empregada para preparar uma sobremesa para você. Vá até a sala de jantar comer, eu vou trocar umas palavras com esse moleque.
Ema levantou a cabeça lentamente e, após hesitar um pouco, levantou-se do sofá.
Mal tinha dado dois passos quando Alípio correu para ampará-la pelo braço, dizendo gentilmente:
— Eu te levo lá embaixo.

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