Um ano depois.
À noite, numa praia deserta.
Três crianças adoráveis apontavam para o céu, pulando e gritando de alegria:
— Uau, mamãe, olhe rápido! Os fogos de artifício no céu têm a forma do papai e da mamãe segurando as mãos de três bebezinhos!
— Ah! Mamãe, olhe, é a silhueta de um homem ajoelhado de um lado só para uma mulher! Mamãe, isso é um pedido de casamento?!
— Mamãe, veja, os fogos formaram palavras agora!
Os gritos animados das crianças ecoavam pela praia, e todos olharam para os lindos fogos de artifício no céu.
Os fogos de artifício brilhantes mudavam magicamente de formato. Ao redor das gigantescas palavras "Ema, eu te amo", uma infinidade de faíscas miúdas cintilava como estrelas, parecendo injetar ainda mais romance àquela apaixonada declaração de amor.
Hora desciam como uma cachoeira de luzes douradas, iluminando toda a vastidão do mar. As águas cristalinas refletiam o clarão esplendoroso, criando um espetáculo irreal e encantador;
Hora desabrochavam como gigantescas flores no céu — vermelhas, cor-de-rosa, roxas —, em um turbilhão de cores. Cada centelha parecia sussurrar uma mensagem de amor infinito.
Ema contemplava o espetáculo com os olhos marejados quando ouviu, atrás de si, uma voz masculina e magnética:
— Senhora Pacheco, aceita ser a minha namorada?
Ema virou-se devagar. Alípio segurava um buquê imenso de flores incrivelmente perfumadas e estava ajoelhado diante dela.
Ele usava um smoking escuro de caimento perfeito, a postura reta e impecável. Seu rosto aristocrático ostentava um leve sorriso que, iluminado pelo brilho dos fogos, o tornava ainda mais charmoso e cativante.
Em seus olhos profundos residia uma ternura inabalável, muito amor e uma expectativa sem fim...
Antes mesmo que Ema pudesse esboçar qualquer reação, as três crianças tiraram as flores das mãos de Alípio e as depositaram na areia.
Em seguida, perfilaram-se ao redor do pai, de braços cruzados, queixos erguidos e uma pose desafiadora.
Kleber: — As flores são bonitas, nós aceitamos. Mas, veja bem, a mamãe disse que não quer se casar e que gosta da vida de solteira que tem hoje. E tem outra coisa, papai, se quiser conquistar a nossa mãe, vai ter que passar pela nossa aprovação primeiro.
Érica: — Eu concordo totalmente! E o meu teste vai ser o mais difícil! Daqui a um tempo, a mamãe vai mudar de nome no cartório, e nós vamos junto. Papai, se você conseguir reconquistar o coração dela, a gente pode herdar o sobrenome Pacheco. Mas se você falhar, a gente vai passar a assinar Amorim, que é o sobrenome dela.
Dário: — É, isso aí. Eu também concordo.
Alípio franziu a testa, balançando a cabeça. Que beleza, aqueles pestinhas estavam todos do lado de Ema...
Ele se levantou vagarosamente da areia e, com um sorriso sem graça, olhou para ela:

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