Logo chegou a hora do jantar.
Quando Ema desceu as escadas, todos já estavam sentados à mesa.
Catarina correu até ela, solícita, com uma postura de mãe amorosa e preocupada:
— Ema, querida, está com fome? Venha, senta aqui do meu lado. Nossa família não come junta há muito tempo.
Um constrangimento passou rápido pelo rosto de Ema; assim que ela seguiu os passos de Catarina até a mesa, foi puxada por Alípio.
— Ema, sente-se aqui.
Alípio, cavalheiro, puxou a cadeira para ela e segurou seus ombros indicando para que se sentasse.
Ema demorou a reagir, e os quatro membros da família de Catarina começaram a dizer para ela se sentar.
Ema percorreu o olhar por todos antes de se sentar lentamente na cadeira.
Era irônico; em mais de dois anos de casamento, nunca houve uma cena como aquela.
Alípio nunca se reunia com a família dela para comer, e as vezes que comia com ela eram raríssimas.
Agora, parecia um grupo de desconhecidos sentados juntos fingindo intimidade.
Mal Ema se sentou, Alan disse diretamente:
— Ema, descasca o camarão para mim.
Enquanto falava, Alan empurrou um prato de camarões bem na frente de Ema.
Ao ver a cena, Catarina repreendeu imediatamente:
— Você não tem mãos? Descasque você mesmo.
Alan resmungou, descontente:
— Mesmo sendo adulto, sou o caçula da casa. A Ema sempre me serviu na hora de comer, por que agora não pode mais?
A fala de Alan deixou Catarina extremamente sem graça.
Era como se ela temesse que Alan dissesse mais alguma besteira sem pensar.
— Agora não. Come sozinho. — Catarina o repreendeu com severidade.

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