— Ah, então, Ema, você o perdoou assim mesmo? Mas, pensando bem, é normal. Um homem tão excelente, com certeza tem mulheres se jogando em cima dele. Homem é homem, poucos resistem à tentação.
— Falando nisso, Ema, você foi esperta em não se divorciar de verdade, senão sairia perdendo muito. Depois de divorciada, onde você ia arrumar outro homem nessas condições? Todo homem é safado mesmo, então, por uma vida de luxo assim, vale a pena aguentar.
Ema franziu a testa. Tinha que admitir, a lábia de Tânia parecia herdada de Catarina.
E a mentalidade era assustadoramente igual.
Embora Tânia e Alan fossem gêmeos, a maturidade dos dois parecia completamente diferente.
No entanto, Ema decidiu não dizer mais nada.
No futuro, tanto Catarina quanto Tânia seriam pessoas com quem ela não teria mais contato.
Ema despachou Tânia rapidamente e a levou para o quarto de hóspedes.
Após acomodá-la, Ema retornou ao seu próprio quarto.
Ficou sentada por um momento e entrou no banheiro para tomar banho.
Observando-se no espelho, viu que sua barriga já estava muito evidente.
Enquanto se lavava, ela maquinava em sua mente. Precisava fazer ou dizer algo para que Alípio baixasse a guarda.
Só assim poderia colocar seu plano de fuga em prática lentamente.
Perdida nesses pensamentos, ela nem percebeu que já estava no banho há quase meia hora.
Quando saiu do banheiro enrolada no roupão, descobriu que Alípio já estava sentado no sofá.
O barulho da porta fez com que ele olhasse para ela.
Ema instintivamente puxou a gola do roupão sobre o peito e voltou para o banheiro.
Só depois de colocar as roupas íntimas é que saiu lentamente de lá.
Ema reprimiu todo o ressentimento que sentia por ele e disse com voz suave:
— Veio aqui para falar algo?
Ema falava enquanto secava o cabelo com a toalha.
Alípio levantou-se lentamente do sofá e caminhou em direção a ela.


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