Ema queria se soltar, mas não tinha forças para resistir.
Alípio, por causa da bebida, estava com os olhos vermelhos.
Sob a luz amarelada do abajur, seus olhos brilhavam com um desejo quase agressivo, assustador.
O coração de Ema estremeceu. Mesmo não tendo muita experiência, ela entendia o significado daquele olhar masculino.
Ema começou a lutar e bater nele com força.
De repente, seus braços foram agarrados por Alípio, erguidos e presos acima de sua cabeça.
O grito de Ema morreu na garganta quando seus lábios foram tomados por ele.
Ele a beijou à força, bruto e desajeitado, sem dar espaço pra ela reagi.
Ema entrou em pânico. Resistir era inútil. Ela preparou-se para mordê-lo.
Como no beijo forçado no hospital, ele rapidamente segurou seu queixo, impedindo-a de morder e de fugir do beijo.
O beijo tornou-se mais intenso, com uma selvageria irresistível, como se quisesse tomar ela pra si.
Logo, ele beijava suas bochechas pálidas, seu pescoço, seus ombros...
— Alípio, me solta! Você ficou louco?! — Gritou Ema, aterrorizada.
Mesmo na vez em que dormiram juntos, ele não a beijara assim...
— Sim! Estou louco! Você está me enlouquecendo! Ema! Por que me traiu? O que eu tenho a menos que os outros homens?
Alípio respondeu com a voz abafada e voltou a beijá-la com mais ardor.
Como Ema poderia vencer a força dele? Qualquer luta parecia inútil.
Esta noite... não teria escapatória?
Enquanto Ema tremia de medo, ele mordiscou o lóbulo de sua orelha e sussurrou rouco:
— Fique tranquila, não vou machucar os bebês...

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