Em seguida, a voz dengosa da mulher soou:
— Querido, este é lindo, eu quero este.
O homem estalou a língua e disse:
— Você é tão jovem e bonita, por que usaria jade? Isso é coisa de coroa.
A mulher continuou fazendo manha:
— Quem disse? As peças de jade hoje em dia são super modernas, tá? Não, eu gostei mesmo foi desse. Além do mais, na sua casa... aquela lá tem de tudo, por que eu não posso usar também?
O homem sorriu maliciosamente:
— A minha mulher não chega nem perto de você...
Enquanto falava, suas mãos curtas e grossas esfregavam para lá e para cá a cintura da mulher.
Ema não aguentava mais ouvir, muito menos assistir àquilo.
Ela simplesmente estendeu a mão, arrancou o bracelete da mulher e disse friamente:
— Tudo tem uma ordem de chegada, eu vi isso primeiro.
A mulher, que ainda estava grudada no homem fazendo manha, ficou chocada com a atitude de Ema.
Havia tantas pessoas passando por ali, onde ela enfiaria a cara de vergonha?!
No segundo seguinte, ela colocou as mãos na cintura e gritou para Ema:
— Você viu primeiro? Você já pagou? Desde quando isso faz dele seu? Que moral você tem para competir comigo?
Assim que a mulher terminou de falar, o homem barrigudo ao lado dela concordou:
— É verdade, mocinha, tomar as coisas da mão dos outros desse jeito não me parece muito educado.
Ema segurou o bracelete e percorreu os dois com o olhar lentamente.
Momentos antes, ela já havia achado o homem à sua frente um pouco familiar...
Agora, quanto mais o olhava, mais ele se parecia com o dono da VerdeOuro Talent.
Ema pegou o celular fingindo mandar uma mensagem, mas na verdade estava pesquisando sobre a pessoa.
Um momento depois, ela respondeu com voz fria:
— Senhor, por falar em educação, fui eu quem pediu à vendedora para me mostrar a peça, eu estava olhando para ela, e a sua amante simplesmente a agarrou.

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