Quando Ema teve as crianças, precisava cuidar da própria saúde e sustentar os filhos.
Samuel ia visitá-la de vez em quando, e ela frequentemente estava com uma aparência exausta, de quem não dormia direito.
Ele chegou a expressar o desejo de cuidar dela, mas a atitude de Ema sempre foi de clara recusa.
Mais tarde, quando as crianças cresceram um pouco, ele quis encontrar uma oportunidade para se declarar formalmente, mas Ema havia mergulhado de cabeça no trabalho, e todo o seu tempo livre era dedicado aos filhos.
Sempre que ele a convidava para sair, ela dizia estar muito ocupada.
Ao lembrar da atitude dela de manter sempre uma certa distância, ele simplesmente não encontrava coragem para se declarar.
Mas hoje, com a análise de Zenobia, ele sentiu que a situação era crítica.
Samuel hesitou por um momento e disse sem graça:
— Zenobia, e se eu me declarar e der errado? Tenho medo de... de que a Ema e eu não consigamos continuar sendo nem amigos.
Zenobia bateu na própria testa e respondeu com sarcasmo:
— Me diz uma coisa, cadê aquela sua garra para os negócios? No trabalho você é rápido, decidido e imponente. Como é que não tem coragem nem para uma declaração? Se você nem abriu a boca, como sabe que vai ser rejeitado? E além do mais, e se for? É bem melhor do que você ficar olhando de braços cruzados enquanto ela se casa com outro, não é? Ah, quer saber? Cansei de tentar ajudar. Já falei o que tinha que falar, a decisão é toda sua.
Samuel deu um sorriso amargo:
— Você me incentiva a correr atrás dela, mas agorinha mesmo estava dizendo que nenhum homem presta. A Ema está ficando mal-acostumada andando com você.
Zenobia pegou uma uva e jogou nele:
— Seu moleque insolente, não aconteceu nada ainda e já está me criticando? Cuidado, senão eu mesma começo a atrapalhar vocês.
....................
No andar de cima.
A mãe de Samuel segurava a mão de Ema e, por um longo tempo, não a soltava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos