As costas de Ema enrijeceram. Aquela... aquela era a voz do Alan!
Que inferno, como ela foi esbarrar nele justo aqui?!
Percebendo que a voz não estava tão perto, Ema fingiu não ouvir, recuou apressadamente para dentro do arco e tentou voltar pelo caminho de onde viera.
Alípio, que ainda estava parado no mesmo lugar após Ema falar, a viu sair e logo voltar esbaforida. Ela andou rápido e logo começou a correr.
Sem entender, Alípio a acompanhou com passos largos e perguntou, sério:
— O que aconteceu?
Ema respondeu enquanto corria:
— Se não quiser que um carrapato grude em você, fique longe de mim.
Alípio franziu o cenho e disse com uma calma inabalável:
— Quem está te perseguindo? Me diga e eu cuido disso.
Ema quis retrucar, mas ao olhar para frente, parou abruptamente.
Pois Alan, ofegante, estava mais à frente naquele mesmo corredor, olhando para Ema com uma expressão de surpresa alegre.
Com o canto do olho, Ema avaliou os arredores. Havia outros arcos mais à frente, e aquele por onde ela quase saíra era o último da fileira.
Alan conhecia bem o lugar? Ele não tinha corrido em direção à porta lá do fundo?
— Ema, você está com pressa? Correndo desse jeito, quase que eu te perco de novo.
Alan corria em direção a ela, falando entre arquejos.
Quando chegou perto, ele disse, magoado:
— Eu sabia que naquele dia minha cabeça não estava tão machucada assim. Eu te vi, sim, mas ninguém acreditou em mim.
Dito isso, ele virou o olhar para Alípio:
— Alípio, a Ema voltou, por que você não avisou a gente? Eita! Alípio, o que é esse sangue todo na sua roupa? Brigou com alguém?!

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