Alípio viu o estado em que ela se encontrava, e uma pontada de dor atravessou seu coração. Ele deu um passo lento e hesitante.
— É... muito incômodo eu entrar?
Ema assentiu e deu passagem para ele.
Alípio entrou no quarto, e seu olhar foi instantaneamente capturado pelas roupas de homem no sofá.
Seu olhar escureceu, e uma decepção indescritível inundou seu ser. Ele virou o rosto lentamente, encarando Ema com um olhar carregado de questionamentos.
O rosto de Ema empalideceu no mesmo instante, seu coração batendo como um tambor frenético. Ela sabia que Alípio inevavelmente entenderia tudo errado ao ver aquelas roupas.
Os olhos de Alípio estavam cravados em Ema, como se quisessem enxergar através de sua alma. Sua voz soou grave e embargada:
— Ema... você... está com outro homem?
Dizendo isso, com uma expressão terrível, Alípio caminhou a passos pesados até o lavabo, o banheiro e até mesmo abriu as portas do guarda-roupa para checar.
O coração de Ema doeu. Era um fato que não havia mais nenhum vínculo entre eles, mas a atitude dele e as palavras que dissera despertavam nela uma culpa estranha, como se estivesse traindo-o, além da angústia dolorosa de estar sendo mal interpretada. Aquele misto de sentimentos era exatamente igual ao que ela sentia no passado...
Ema fechou a porta lentamente, entrou no quarto e ficou observando a pilha de roupas, completamente perplexa.
Após um momento de silêncio, Ema finalmente levantou a cabeça. Olhando nos olhos de Alípio, ela disse pausadamente:
— Como você... me encontrou? Isso aqui... não é o que você está pensando.
Os passos de Alípio se aproximaram lentamente dela. Um lampejo de dor cruzou seu olhar enquanto ele perguntava com a voz rouca:
— Você... está disposta a se explicar para mim?

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