...
No dia seguinte, assim que o dia amanheceu.
O celular vibrou e Kylen abriu os olhos.
Ele baixou o olhar para a mulher que dormia profundamente em seus braços. Ela não se mexera muito durante a noite.
Levantando o edredom e saindo da cama, ele caminhou para fora do quarto antes de atender.
Do outro lado da linha, a voz ansiosa de Narciso explicava:
— Alícia, tive uns problemas para resolver em casa ontem...
— Ela ainda está dormindo — interrompeu Kylen, com voz indiferente.
A pessoa do outro lado ficou em silêncio por alguns segundos, até que Narciso explodiu em xingamentos:
— Kylen, você é doente? Não foi você quem a expulsou da Família Lourenço?
O homem respondeu friamente:
— Eu nunca a expulsei da Família Lourenço.
Narciso trincou os dentes. No dia do falecimento da Avó Lourenço, Kylen não permitiu que Alícia entrasse na Mansão Lourenço.
— Você está querendo brincar com as palavras, é?
— O que está feito, está feito. Se você não a assume, então deixe-a ir logo de uma vez!
Kylen estava diante da porta de vidro que dava para o terraço. As bordas do vidro estavam cobertas por uma camada de geada.
Seus olhos pareciam ter sido contagiados por aquele gelo.
— Você mal consegue cuidar de si mesmo e ainda tem tempo para se meter nos assuntos dela? Você não acha que está cruzando a linha como amigo?
As últimas palavras carregavam um tom ameaçador e gélido.
Narciso zombou:
— Está com ciúmes? Vou te dizer uma coisa: se nós dois caíssemos na água ao mesmo tempo, ela com certeza me salvaria primeiro! Tu... tu... tu...
O som de ocupado fez Narciso sentir como se tivesse engolido sangue, algo preso na garganta que não descia nem saía.

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