O rosto de Miguel escureceu subitamente.
— Como você...
— Ha. — Yolanda soltou uma risada fria. — Não é à toa que você me detesta desde pequena. Depois que minha mãe morreu, você nem sequer olhava para mim. Naquela época, eu vivia me perguntando o que tinha feito de errado.
— Até que uma vez, descendo as escadas, quase esbarrei em você. Você me chutou escada abaixo e quase me estrangulou até a morte. Foi aí que finalmente entendi que você não apenas me detestava, você me odiava.
Yolanda se aproximou lentamente dele, observando seu rosto ficar lívido. Ela sorriu levemente e disse:
— Porque eu sou a semente que restou depois que você mandou minha mãe para a cama de outro homem.
— Eu não sou sua filha, sou a sua vergonha!
— Chega! — Miguel atirou a xícara com fúria. A porcelana branca se estilhaçou no chão, derramando chá no tapete caro.
Ele agarrou o pescoço de Yolanda com força, o rosto contorcido.
— Sua coisa imunda, por que não morre de uma vez?!
Yolanda foi forçada a erguer a cabeça. Seus olhos vazios não tinham vida, e em seu rosto não havia qualquer sinal de pânico.
— Como você teria coragem de me matar? Afinal, eu salvei o Kylen. Sou o trunfo que você tem nas mãos.
— Miguel, se você for homem, me estrangule agora. — Yolanda começou a rir lentamente.
— Vadia! — Miguel a jogou no chão com raiva.
A palma da mão de Yolanda foi cortada pelos cacos de porcelana, mas ela parecia não sentir dor alguma.
Miguel puxou dois lenços de papel para limpar as mãos, amassou o papel e jogou nela, ameaçando:
— Se eu não conseguir essa parceria, vou pegar as cinzas da sua mãe e dar para os cachorros comerem!
Olhando para as costas de Miguel, o rosto sombrio de Yolanda gradualmente exibiu um sorriso macabro.
...

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