Assim que esses dois grandes problemas fossem resolvidos, ela poderia ir embora.
Os olhos castanho-escuros por baixo do boné se estreitaram levemente. Ao espalhar as cinzas, ela realmente pretendia cortar todas as amarras e deixar Cidade Linvar sem olhar para trás.
Enquanto caminhavam, Lúcio digitou: [Vai para a base de correspondentes no Reino Unido que você havia mencionado?]
— Fui cortada da lista, não posso mais ir. Pretendo encontrar um lugar novo para viver e começar do zero. — Alícia balançou a cabeça, com pesar.
A mão do homem apertou o celular com mais força.
— Eu era ameaçada porque tinham algo contra mim. Agora que eliminei esses pontos fracos, vai ser bem mais fácil ir embora. — Alícia não percebeu esses detalhes minúsculos e quase imperceptíveis que ele tentava esconder.
Ela abaixou a cabeça e fungou o nariz enquanto falava.
— A sensação de ser controlada por alguém é horrível.
— O mundo lá fora é muito mais libertador! — Ela ergueu a cabeça novamente e respirou fundo.
O homem caminhando ao seu lado permaneceu em silêncio e, depois de um tempo, estendeu o celular para ela.
Ela leu a frase na tela: [Já sabe para onde quer ir e começar de novo?]
— Ainda não sei, acho que vou para o exterior. — Alícia pensou por alguns segundos e balançou a cabeça.
As sobrancelhas do homem se franziram levemente: [Ainda quer ser correspondente de guerra?]
Alícia ficou surpresa. Ele realmente lembrava que seu sonho era ser correspondente de guerra.
— Talvez. — A verdade é que ela ainda não tinha nenhum plano definido.
Lúcio: [Tudo bem. Me avise quando for embora, irei me despedir de você.]
— Você é tão ocupado, bem capaz de estar no meio de um trabalho justo quando eu for. Não se preocupe, somos amigos, e entre amigos não precisamos dessas formalidades. — Alícia sorriu.
Além disso, ela planejava partir em segredo. Talvez não contasse nem mesmo para Narciso.

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