Ela partiu silenciosamente; assim, Kylen não poderia colocar a culpa neles.
Ao se levantar, Alícia arrumou as malas. Como poderia comprar muitas coisas quando chegasse aos Estados Unidos, levou apenas duas trocas de roupa e um álbum de fotos de sua avó.
Depois de terminar a bagagem, olhou as horas e partiu para o aeroporto.
Como era fim de semana, o trânsito não estava congestionado naquele horário. Chegou ao aeroporto, guardou as chaves do carro e sentou-se na sala de embarque para esperar seu voo.
Usando máscara e chapéu, ela abriu as notícias por hábito.
De repente, seu olhar congelou.
[Na manhã de hoje, a polícia recebeu uma denúncia sobre a descoberta do cadáver de um homem não identificado nas margens do rio e dirigiu-se imediatamente ao local... Por meio do celular da vítima, descobriu-se que o homem era o informante anônimo que denunciara irregularidades nos armazéns da construtora sob o controle do Grupo Financeiro Lourenço, na zona oeste da cidade. A polícia encontrou uma carta de suicídio no celular do homem...]
Um calafrio percorreu o corpo de Alícia, desde as pontas dos dedos até o coração.
Como esse homem havia morrido?
E por que deixaria uma carta de suicídio?
Era uma tentativa óbvia demais de encobrir os fatos...
Justo quando clicou para ler os detalhes da notícia, passos apressados ecoaram do lado de fora da sala de embarque. Ela levantou a cabeça instintivamente.
Um batalhão de seguranças bloqueou a saída da sala de embarque em um instante, sem deixar espaço para ninguém passar.
Os homens abriram caminho e Alcides, vestindo um terno impecável, aproximou-se lentamente, exibindo um sorriso de canto.
— Alícia, para onde você vai?
...
No quarto de cortinas cerradas e iluminado por uma luz cor de mel, Alcides tomava sua bebida, com os olhos fixos em Alícia, que dormia na cama, já vestida com um vestido de gala pelas criadas.


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