Ao ver o acordo de divórcio rasgado ao meio, o olhar de Alícia vacilou, mas foi apenas por um instante antes de sua expressão voltar à frieza habitual.
Naquela calma aparente, seus olhos transmitiam uma determinação inabalável.
Ela guardou a caneta de volta na bolsa.
— Não tem problema. Amanhã de manhã peço para um motoboy entregar outra cópia no seu escritório. Só fique atento para receber.
Dito isso, a mão de Alícia tocou a maçaneta, pronta para empurrar a porta e sair do carro.
Kylen, recostado preguiçosamente no banco, manteve o olhar fixo no rosto de Alícia desde o momento em que pegou o documento até o instante em que o destruiu.
Ele apenas ergueu levemente os olhos. O motorista, captando o sinal pelo espelho retrovisor, entendeu de imediato e acionou a trava central.
As portas foram trancadas por dentro.
Alícia, ainda segurando a maçaneta com força, exclamou impaciente:
— Destrava!
Ela não estava gritando com o motorista, afinal, Vinicius era leal a Kylen. Enquanto o patrão não desse a ordem, Vinicius seria capaz de mantê-la presa naquele carro para sempre.
Ela se virou, fuzilando Kylen com um olhar gélido.
No segundo seguinte, porém, Kylen estendeu a mão, segurou-a pela nuca e a puxou para perto.
Com a súbita proximidade, Alícia sentiu o cheiro dele, uma mistura de cedro e tabaco. Ela tentou empurrá-lo com força, recusando-se a inalar aquele aroma que, no fundo, ainda a atraía.
Mas ela não conseguia mover Kylen nem um milímetro. Quanto mais ela empurrava, mais ele a apertava em seus braços.
Ela largou a bolsa, agarrou os antebraços de Kylen com as duas mãos e abriu a boca, pronta para mordê-lo.
Kylen, prevendo o movimento, mudou a tática: segurou os pulsos dela e os pressionou contra o encosto do banco, acima da cabeça.
Alícia ficou totalmente imobilizada entre o peito de Kylen e o assento.


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