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ALFA RAVEN de Escrava a Rainha romance Capítulo 123

CEDRICK

Quando Raven desmaiou nos meus braços, senti toda a fúria que eu carregava se dissolver de repente diante da preocupação.

Se algo ruim acontecesse com ela, eu morreria de angústia.

— Raven! — a segurei com força e a carreguei contra meu peito.

— Vamos para o meu quarto!

Vincent me disse, jogando um roupão longo por cima para cobrir minha nudez, e eu assenti imediatamente.

Saímos apressados para o corredor, onde ainda alguns fofoqueiros desrespeitosos nos espiavam, mas eu não tinha tempo para mais ninguém. Só conseguia olhar, angustiado, para minha mulher pálida em meus braços.

— Aqui, deite ela aqui. Deve ter sido estresse psicológico demais — indicou um quartinho onde a deitei e afastei os fios suados colados na testa dela.

Ela estava muito quente, e senti que seu poder estava saindo do controle.

— Peça a um dos servos do Rei que preparem outro quarto de casal e tragam panos limpos com água gelada — comecei a ordenar a alguns dos meus homens que nos haviam seguido.

Fechei bem o roupão de Raven e as lembranças de como a encontrei com aquele desgraçado invadiram minha mente.

A vontade de matar voltou, mas afundei isso no estômago, assim como o ciúme, e engoli tudo por enquanto.

— Cedrick, me desculpa... — ouvi a voz baixa e sussurrada de Raven.

Ela ainda estava inconsciente, com os olhos fechados, e lágrimas começaram a escorrer, molhando suas bochechas e seus longos cílios.

Vincent me trouxe a água com as toalhas limpas, me ajudou primeiro a tirar um pouco da sujeira e do sangue, trocou a água e nos deixou a sós.

Comecei a limpar seu rosto com paciência e a passar a água gelada por todo o corpo para refrescá-la e, de quebra, tirar o cheiro daquele imbecil.

— Eu não fiz, não te traí... — continuava murmurando desesperada, soluçando, e meu coração apertava. Não consigo vê-la chorar.

— Não chore mais, não chore, minha pequena Raven. Eu sei que você não fez, eu sei — a abracei contra meu peito e acariciei suas costas, quentes ao extremo.

Todo o corpo dela tremia, apesar do vapor que saía dos seus poros, quase queimando.

Senti como ela se colava ao meu peito nu, desesperada por aquelas correntes frias que agora já fluíam por todas as minhas veias.

A puxei ainda mais pra perto, querendo fundi-la ao meu corpo.

Há muito tempo suposições sérias e malucas andam rondando minha mente, mas sem ninguém para me explicar ou me guiar, não sei o que significa esse laço que nos une de forma tão especial.

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