Daniel assentiu com a cabeça.
Ele tinha acabado de sair de uma reunião, e saiu alguns minutos mais tarde do que o planejado.
Quis pegar a estrada pra ganhar tempo, mas acabou se envolvendo num engavetamento. O carro dele também foi atingido.
Daniel não se machucou gravemente, foram só ferimentos superficiais.
Mas o acidente foi grave e a estrada foi interditada, o que causou um grande atraso.
Pra não deixar Ayla preocupada, ele preferiu não dar detalhes por telefone.
Fez apenas um curativo rápido e correu para o encontro.
— Aconteceu uma coisa tão séria e você não me avisou? Nenhum encontro vale mais que a sua segurança!
Ayla sentiu o peito apertar. Ao ver o estado dele, ficou nervosa também.
Foi tomada por um medo súbito e abraçou Daniel por impulso.
— Ayla... — Daniel sentiu algo dentro de si se mover.
Seus olhos tremeram levemente.
O corpo dela estava quente. Logo aqueceu o dele, que ainda estava frio por causa do vento.
Ele levantou o braço e, depois de hesitar um pouco, pousou a mão nas costas dela.
Passou os dedos pelos cabelos macios e perfumados.
O cheiro amadeirado do perfume dela era gostoso e reconfortante.
Fez com que ele se sentisse estranhamente em paz.
Depois de um tempo, Ayla se acalmou e o soltou devagar.
— Desculpa, fui emotiva demais.
— Quando vi que você se machucou, fiquei apavorada.
— Se tivesse acontecido algo sério no caminho por minha causa... eu ia me culpar pra sempre.

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