Ao ouvir aquilo, o rosto de Sra. Elena também perdeu a cor. As mãos envelhecidas tremeram enquanto ela tirava o livreto das mãos de Selina. Bastou um olhar para ficar paralisada.
Era a certidão de casamento de Bianca e Gustavo.
Selina, atordoada, se apressou em revirar o que ainda restava dentro do envelope. Como esperado, não havia apenas a certidão. Ali estavam também a certidão de nascimento de Thiago, com datas e horários completos, além do laudo de exame de paternidade entre Thiago e Gustavo.
Bianca já havia deixado tudo preparado desde o nascimento do filho. Fizera o teste antecipadamente, para evitar que a família Siqueira negasse o vínculo no futuro.
— Is... isso... isso...
Antes que Selina conseguisse concluir a frase, Armando puxou o ar com força e explodiu:
— Saiam todos daqui!
A ordem veio ríspida, dirigida aos empregados ao redor.
Quando o salão ficou vazio, Armando se virou, apanhou uma bengala longa e pesada e a ergueu, golpeando Gustavo com toda a força.
— Não! Armando! — Selina gritou desesperada. — Ele é seu filho!
Se aquele golpe acertasse, a cabeça de Gustavo se partiria. A fúria de Armando chegara ao limite.
Selina tremia da cabeça aos pés, mas ainda assim se lançou à frente, protegendo o filho com o próprio corpo.
Gustavo franziu o cenho e fechou os olhos, sem qualquer intenção de se esquivar.
Sra. Elena também se desesperou. Avançou por trás e segurou o braço de Armando com força.
— Vocês querem me matar de raiva?! — Gritou, a voz carregada de pânico. — Se acalmem todos agora mesmo!
Por mais que estivesse tomado por um impulso assassino, Armando não conseguiu ir até o fim. Afinal, diante dele estavam a esposa e o próprio filho.
A bengala caiu no chão com um baque seco.
Rangendo os dentes, Armando falou:
— Explique. Agora. O que exatamente está acontecendo?
— Como o senhor pode ver... — Disse Gustavo, a voz estranhamente calma. — Bianca e eu somos os verdadeiros cônjuges.

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