— Mais uma palavra e eu envio. — Disse Ayla, fria.
Gustavo engoliu tudo que ainda queria dizer.
Ela não acreditava mais em nada. Falar de sentimentos só pioraria tudo.
— Tudo bem. Não digo mais nada... você quer as ações? Eu dou. — Respondeu ele, tentando se conter.
Ayla sabia que ele estava apenas tentando ganhar tempo.
Se ele gostava tanto de manipular, que experimentasse o sabor de ser manipulado.
A melhor vingança não é o final. É o processo.
Ela queria ver Gustavo e a família Siqueira pagando aos poucos.
Mesmo que entregassem as ações, quem disse que ela os perdoaria?
Quando se virou para sair, Gustavo ainda tentou segurá-la.
Mas Ayla antecipou o movimento, desviando-se friamente:
— Não apareça mais na minha frente. Pare de me seguir.
Ela então pausou de propósito. Disse com voz mais lenta:
— Agora sou uma mulher casada. Tenho que respeitar os sentimentos do meu marido.
O rosto de Gustavo ficou vermelho.
— Ayla, você está mentindo! Não pode ter se casado tão rápido assim!
— Psiu. — Interrompeu ela, com olhar de alerta. — Meu marido não é alguém que você possa provocar. Se ele suspeitar de algo... não posso garantir as consequências.
E saiu sem olhar para trás.
Gustavo ficou parado, atordoado. As palavras dela o atingiram como um soco.

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