— Lalá? Você já fez drama o suficiente, não? Já se passaram vários dias. Tá querendo nunca mais falar comigo é? — A ligação finalmente foi atendida, e a voz de Gustavo invadiu os ouvidos de Daniel.
A expressão de Daniel escureceu na hora.
Ayla estava prestes a se tornar sua esposa, mas para aquele homem ela ainda era apenas uma mulher de birra?
Do outro lado, o silêncio se estendeu. Gustavo, achando que Ayla estava apenas envergonhada, suavizou o tom:
— Lalá, pra mim, você sempre foi a mais importante. Mesmo que seus pedidos sejam absurdos, eu topo tudo por você. Me diz onde você tá, eu vou te buscar agora, tá bom?
Gustavo ainda estava com o orgulho ferido, não queria dar o braço a torcer.
Mas justamente agora que a equipe de Ayla havia se desfeito, e corriam rumores de que ela também deixaria o cargo, muitos dos executivos da empresa estavam pensando em sair.
Só o retorno de Ayla poderia estabilizar a situação.
— Ela está ocupada. — A voz masculina fria como gelo cortou a linha de raciocínio de Gustavo.
Apenas três palavras, mas o suficiente para fazer o sangue gelar. Mesmo pelo telefone, dava pra sentir a pressão.
Gustavo, completamente confuso, quase deixou o celular cair. Levou vários segundos para reagir, e então gritou:
— Quem é você?! Cadê a Lalá?! Passa o celular pra ela!
— Você não é digno nem de saber quem eu sou. — Daniel respondeu friamente e desligou a chamada em seguida.
Depois disso, desligou o celular completamente.
Gustavo ligou de novo, mas não conseguiu completar a chamada. Enfurecido, socou a mesa com força, derrubando tudo o que havia sobre ela.
O barulho foi tão alto que assustou Bianca, que acabava de entrar na sala.
— Gustavo, o que aconteceu?!
Ela se aproximou rapidamente e viu o celular dele ainda iluminado, tentando ligar para Ayla.
Ela tinha escondido o encontro com Ayla no prédio da investidora no dia anterior justamente para evitar isso — que ele tentasse reatar o contato.
Mas ele não aguentou.
— Gustavo, até quando você vai continuar mimando a Ayla? Me recuso a acreditar que nós dois juntos não conseguimos controlar essa empresa!
— Você tem razão! Nós dois não conseguimos! Porque essa empresa agora só se mantém por causa dela, da Ayla!

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