Bruno não suportou continuar sendo tratado como uma cadeira vazia. Soltou uma risada curta, carregada de ironia.
— Sandro, o que trouxe você de volta assim, de repente? Ouvi dizer que a Ordo Nihilis caiu. Você não devia estar escondido em algum lugar, esperando a poeira baixar?
O garfo de Sandro parou a meio caminho.
Rebeca fulminou Bruno com os olhos. Ele sabia exatamente onde ferir e, pior, fazia aquilo de propósito.
Ela abriu um sorriso rígido, se esforçando para não transformar o jantar em uma briga.
— Sr. Presidente, se está tão difícil comer, não precisa se sacrificar. Pode deixar o prato.
Bruno apoiou o cotovelo na mesa e se inclinou um pouco na direção de Sandro, como se ainda não tivesse ido longe o bastante.
— Que isso. Não é todo dia que se tem a honra de jantar com um mercenário procurado no mundo inteiro.
— Bruno!
A palma de Rebeca bateu na mesa. A louça estremeceu, e a última leveza abandonou o ambiente.
— Rebeca.
Sandro não elevou a voz. Mesmo assim, bastou pronunciar o nome dela para conter o que viria em seguida.
Ele pousou os talheres e passou o polegar pelo canto da boca, retirando um traço de molho.
— Vou embora amanhã. Pode ficar tranquila. Não vou trazer problemas para vocês.
A frase veio limpa, sem raiva nem acusação. Sandro continuou com o rosto voltado para o prato, como se partir fosse apenas mais uma providência que cabia a ele tomar.
Aquilo atingiu Rebeca num lugar para o qual ela não tinha defesa.
Seus dedos apertaram o cabo do garfo, mas ela já não encontrou vontade de discutir. A comida esfriava diante dela, intocada.
Bruno quis arrancar irritação dele. Recebeu uma delicadeza que deixou a própria crueldade exposta sobre a mesa.
Esperou uma resposta atravessada, uma ameaça, ao menos um lampejo de hostilidade. Sandro não lhe deu nada. E, diante daquela contenção, até Bruno começou a sentir o gosto ruim do que tinha acabado de fazer.
Sandro tornou a pegar os talheres.
— A carne de panela pegou o tempero até o centro. E o bife acebolado está tão macio que quase se desfaz.
Rebeca continuou em silêncio, sem levar uma única garfada à boca.
— Um restaurante pode servir o melhor corte do mundo — Ele prosseguiu, agora com os olhos nela. — Mesmo assim, nunca tem o mesmo gosto da comida feita em casa. Quando a gente consegue se sentar em paz para uma refeição dessas, precisa aproveitar. Comer direito. Repetir o prato.
Um quase sorriso aqueceu as últimas palavras, discreto o bastante para que o consolo não parecesse pena.
Ao terminar, Sandro serviu um pedaço de carne no prato de Rebeca. Depois, fez o mesmo com Bruno.
— Não está gordurosa, Sr. Bruno. Prova. Comida leve é importante durante a recuperação, mas o corpo também precisa de um pouco de gordura para repor energia.
Bruno ficou olhando para a carne, sem saber o que fazer com ela.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Adianta aí por favor!!! Esse livro ta muito longo!! É muito bom, mas arrastado demais!.........
Um romance tão interessante que prende a atenção, esta inacabado!! Como pode! Cadê o final do.livro???!! Nunca mais leio um.romance em andamento! É broxante!!!...
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...