A sala estava vazia quando os dois voltaram da cozinha. Bruno não estava mais ali.
— O Sr. Bruno não parecia nada feliz hoje.
Ao dizer isso, Sandro percebeu que o bolo mudou de lugar. A caixa, antes esquecida sobre a mesa de centro, agora ocupava o meio da mesa de jantar.
— Ele é assim. Implica com tudo e depois se irrita sozinho. Não liga.
Rebeca falou com desdém, mas seus olhos demoraram um pouco mais sobre a caixa.
O motivo daquela irritação não era nenhum mistério. Bruno ainda sentia alguma coisa por ela, apesar de Rebeca já deixar claro que não poderia corresponder. De vez em quando, porém, a arrogância dele abria uma fresta e deixava aparecer alguém de quem era difícil não sentir pena.
— Eu não ligo — Sandro respondeu. — Mas o Sr. Bruno é seu amigo e trabalha com você. Não quero que minha presença crie problemas entre vocês.
Fez uma breve pausa antes de acrescentar:
— Até porque eu só estou de passagem. Não vale a pena se afastar de quem faz parte da sua vida por causa de alguém que vai embora.
— Você não está só de passagem.
Rebeca atravessou o espaço entre os dois antes que ele pudesse desviar novamente.
Parou diante de Sandro e sustentou aqueles olhos quietos, sempre tão difíceis de alcançar.
— Não importa como você escolhe se definir. Pelo menos para mim... você é...
— Vamos comer o bolo.
Sandro cortou a frase antes que ela chegasse ao fim. Seus olhos fugiram dos dela, e os dedos já desfaziam o lacre da caixa.
Quando a tampa se abriu, o lilás delicado do bolo surgiu sob a luz da sala. Era um bolo de crepe em dois andares, com camadas finas e uniformes. No topo, biscoitos moldavam as torres de um pequeno castelo, adornado com detalhes de chocolate colorido. O cuidado em cada acabamento denunciava uma encomenda pensada com antecedência.
Entre as decorações, havia um cartão.
[Parabéns pela promoção!]
Sandro não conhecia Bruno o bastante para formar qualquer certeza sobre ele. Ainda assim, reconhecia quando o sentimento de um homem era verdadeiro. Aquele bolo não foi comprado por acaso, e Bruno também não o colocou no centro da mesa sem motivo.
Ele parecia, afinal, alguém capaz de permanecer. Talvez alguém com quem Rebeca pudesse construir uma vida.
O calor que ela trouxe da cozinha se apagou devagar.
Sandro não quis ouvir o fim da frase. Nem precisou recusar com palavras.
Ainda assim, Rebeca continuou procurando no rosto dele uma brecha naquela distância. Bastava um segundo de hesitação, qualquer vestígio de que, quando ela se aproximava, o coração de Sandro também errava o passo.
Só quando Sandro cortou uma fatia do bolo e a entregou com a mesma tranquilidade de sempre, Rebeca conseguiu conter o impulso de terminar aquela frase.
O voo dele saía de madrugada. Pouco depois de comerem o bolo, os dois foram descansar. Rebeca ficou com o quarto, enquanto Sandro se acomodou no sofá da sala.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Adianta aí por favor!!! Esse livro ta muito longo!! É muito bom, mas arrastado demais!.........
Um romance tão interessante que prende a atenção, esta inacabado!! Como pode! Cadê o final do.livro???!! Nunca mais leio um.romance em andamento! É broxante!!!...
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...