"Eva"
Eu estava muito feliz por minha amiga ter finalmente se decidido e estar dando uma chance para o Matheus, porque ele era uma pessoa leve e confiável, mesmo que a Gabriele insistisse que tinha certeza de que o interesse dele passaria rápido. Ela ainda estava cautelosa e eu nao podia julgá-la depois do que o meu irmão fez com ela.
- E é por isso, Evita, que eu estou cuidando para não me iludir, porque quando aquele Carrapato gostoso decidir partir, o meu coração vai ficar intacto! - Ela concluiu, mas isso era uma grande besteira.
- Tem certeza disso, Gabi? Tem certeza que dá para evitar se apaixonar pelo Matheus? Ele tem muitas qualidades. - Eu a lembrei.
- É, muitas qualidades, principalmente abaixo da cintura! - A Gabriele revirou os olhos como se lembrasse de algo delicioso e nós começamos a rir. - Não, é sério, Evita, ele é incrível, mas eu estou mantendo na minha mente que isso é um interesse temporário, eu não quero me iludir pensando que posso conquistá-lo porque sei que não posso.
- E por que não, Gabi? Você também é incrível e, na minha opinião, vocês dois são perfeitos juntos.
- Eva, olha pra mim, eu não tenho nada de especial. E mesmo ele dizendo que se interessa pela personalidade e o que tem aqui - a Gabriele apontou para a própria cabeça - eu estou um pouco fora dos padrões que atraem um homem como o Matheus. Eu gosto do que eu vejo no espelho, eu não sou insegura com quem eu sou, mas eu sei que não sou de tirar o fôlego. Eu sou só a garota que ele teve um pouco mais de trabalho para levar pra cama, talvez por isso ele ainda esteja interessado.
- Gabi, se você se enxergasse como eu te vejo, você não diria isso! Você é de tirar o fôlego! E o Cachorrão está comendo na sua mão, como você ainda não percebeu isso?
- Não é bem assim, Evita. A gente está tendo um lace interessante e eu não fico bancando a insegura, não passo mesmo esse recibo pra ele, mas eu não vou criar expectativas. Nao mesmo!
E tão logo a Gabriele terminou de falar o celular dela tocou, era o Matheus. Foi como se tivesse ouvido a bobagem que ela tinha acabado de dizer e estivesse ligando para contradizê-la.
- O que foi, Carrapato? - Ela atendeu tentando parecer desinteressada, mas o brilho nos olhos dela e o sorriso no rosto diziam que era perda de tempo. Ela ouviu e ficou séria, mas não falou nada, apenas escutou o que ele estava dizendo do outro lado da linha. - Tudo bem, eu aviso a Eva que vocês saíram para beber. Nos vemos amanhã. Beijo.
- O que foi? - Eu observei a Gabriele encarando o celular como se estivesse tentando ler uma bola de cristal.
- Ah, nada! Aqueles dois resolveram ir beber. Provavelmente vão ficar bêbados como daquela outra vez, lembra? - Ela me encarou com um sorriso e eu fiz que sim. - Então eles têm um tempo de meninos e nós uma festa do pijama!
- Isso está estranho, Gabi?
- Estranho... estranho por que, Eva? Não tem nada de estranho, aqueles dois são tipo unha e cutícula! Vai me dizer que não confia no seu amorzinho? - Ela se levantou e caminhou para a cozinha. - Vou pegar outro vinho, vamos beber.
- Estranho é o meu amorzinho não ter me ligado para falar. - Eu fui atrás dela.
- Ele não ligou. Não ligou porque o Carrapato é um atrevido e disse que me pediria para te dar o recado. Recado dado e nada de ligar para ele porque nós somos mulheres seguras. Agora relaxa e vamos tomar o nosso vinho. Além do mais, você não é o tipo ciumenta que pega no pé. - Ela respondeu e abriu a garrafa, passando por mim de novo em direção a sala.
Ela tinha razão, não tinha nada demais ele ir beber com um amigo. E também não tinha nada demais que só um deles ligasse para uma de nós avisando pata nós duas o que os dois estavam fazendo. Mas era estranho. No entanto, à medida que nós íamos esvaziando a garrafa de vinho, eu acabei relaxando como a Gabriele disse. E quando a Gabriele virou o restante da garrafa na minha taça, o interfone tocou e ela foi atender.
- Se prepara, Evita, seu amorzinho está subindo. E pela voz, bebeu um pouco além da conta. - A Gabriele deu um sorriso pra mim e foi abrir a porta.
Demorou uns três minutos até o José Miguel aparecer, sem o paletó e a gravata, as mangas da camisa dobradas, o cabelo bagunçado e um sorrisinho bêbado no rosto.
O vestido caiu no chão e ele me jogou na cama, enquanto se livrava das próprias roupas, rápida e desajeitadamente. Quando ele se deitou sobre mim, seus lábios deslizando pela minha pele, eu senti sua ereção empurrando contra mim, mas eu ainda estava de calcinha e sutiã.
De forma impaciente, o que não era comum a ele, ele se ajoelhou entre as minhas pernas e, enganchando os dedos na lateral da minha calcinha de renda, ele simplesmente puxou o fino tecido e a destruiu. Com um sorriso satisfeito ele a tirou do meu corpo e a jogou de lado, voltando a se acomodar sobre mim e abaixando as taças do meu sutiã.
E enquanto ele se abaixou para capturar a minha boca na dele, ele afundou a sua ereção na minha intimidade com um movimento rápido e depois começou um vai e vem lento, quase como se fosse uma tortura, mas era tão delicioso que eu poderia ser torturada a noite toda.
- Sabe, amorzinho, o plano era não gostar de ninguém, mas aí você apareceu. - Ele sussurrou entre os meus lábios devagar, enquanto entrava e saía de mim ainda mais devagar. - E eu acabei gostando de você mais do que pensei! - Sua voz se arrastava sobre a minha pele, enquanto ele deixou a minha boca e começou a beijar o meu pescoço.
Ele se movia com a precisão de um pêndulo, uma imersão lenta e deliberada, cada movimento pausado, dando tempo para cada sensação ser sentida e absorvida. A lentidão do momento e os beijos profundos que ele me dava, o toque gentil em minha pele, o calor do corpo dele no meu, era tudo lento, mas de uma intensidade que queimava e revelava uma excitação feroz.
- Olha pra mim, amorzinho! Deixa eu ver os seus olhos, seus olhos não mentem, pra mim. - Sua voz era baixa e rouca, quase áspera, e o seu comando era irresistível.
Nós nos encaramos e ele sorriu, uma satisfação imensa irradiando dele, como se algo o atingisse profundamente. Seu ritmo se intensificou, sua respiração se tornou mais rápida e superficial e eu já não controlava mais os meus gemidos. Meu coração martelava no peito, eu senti a onda de prazer se formar dentro de mim, o formigamento que se espalhava por cada terminação nervosa e eu mexi os quadris instintivamente, buscando um pouco mais de atrito, enquanto ele me empurrou da borda e eu arqueei as costas com o prazer que me rasgou ao meio me lançando naquela espiral de libertação com um gemido agudo e prolongado.
E enquanto eu o segurava preso ao meu corpo, seu movimento se tornou mais desesperado e ele soltou um gemido rouco e o seu corpo finalmente se desfez em espasmos de puro prazer. Ele se deixou cair sobre mim e nos virou na cama, me agarrando como se tentasse se fundir a mim, soltando um suspiro profundo.
- Tem sido você desde o dia em que te conheci... - Ele sussurrou a frase incompleta no meu ouvido, deu um beijo preguiçoso na minha cabeça e não disse mais nada.
Logo sua respiração se acalmou, seu rosto relaxou e ele pegou no sono. Me segurando como sua âncora, como fazia em todas as noites que dormíamos juntos e no dia seguinte me dizia que eu era seu amuleto contra pesadelos. Eu dei um pequeno sorriso e me aninhei em seu peito, deixando o seu calor e o ritmo constante da sua respiração me embalar até que meus olhos ficaram pesados demais e eu me deixei cair no sono.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...