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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 132

"José Miguel"

Quando eu acordei essa manhã a Eva já não estava mais ao meu lado. Ela tinha deixado um bilhete fofo sobre o criado mudo, ao lado de um copo de suco de laranja e dois comprimidos, que dizia:

"Paixão, tive pena de te acordar, mas precisei sair bem cedo para não me atrasar na farmacêutica. O café está servido no balcão da cozinha. Leve a chave da porta com você, é uma cópia que a Gabi deixa comigo, você me entrega quando nos encontrarmos. Me liga quando puder. Sinto sua falta. Beijo!"

Eu sorri para o bilhete e lamentei a minha decisão de encher a cara, se eu tivesse buscado o meu amorzinho cedo nós teríamos acordado juntos e eu a teria levado para a farmacêutica. Agora eu passaria o dia todo sem vê-la.

Eu tomei o suco de laranja e os comprimidos, minha cabeça estava latejando, mas a bebedeira não turvou meus pensamentos, eu sabia exatamente o quê e como eu tinha feito. Eu senti a intensidade do que compartihei com a Eva, eu vi a devoção nos olhos dela e eu tinha uma certeza inabalável de que ela era leal e honesta, assim como eu sabia que ela sentia algo especial por mim. Ela não era nada como aquela vadia morta. Ela era a mulher da minha vida e eu queria viver todos os meus dias com ela, para o resto da minha vida.

Depois de trocar a roupa de cama, eu fui até a cozinha, tomei o meu café e deixei tudo organizado. Antes de sair eu deixei um bilhete de agradecimento para a Gabriele, depois eu fui para o apart, me arrumei e fui para o trabalho.

Eu ainda precisava ligar para o Matheus e marcar para terminarmos aquela conversa. Agora, com os meus pensamentos em ordem e a certeza de que eu fui um completo otário, eu estava pronto para escutar o que mais aquela vadia da morta teria feito pelo meu dinheiro, porque sempre foi pelo dinheiro, nunca foi por mim. Eu sentia tanto ódio pelo que aquela mulher me fez que, se ela ainda estivesse viva, agora eu teria jogado o carro na maldita árvore para matá-la! Eu havia me acalmado, mas a raiva ainda estava borbulhando em mim, prestes a derramar.

Assim que eu cheguei ao meu andar na Lince, a Sara me parou e entregou uma pilha de pastas, o que significava mais trabalho e a minha linda assistente não estava no escritório, o que me fez bufar, eu passaria o dia lamentando a ausência dela. E pelo visto meu dia seria longo. E enquanto eu me sentei em minha mesa e comecei a trabalhar, meu telefone tocou e o Martinez me avisou da mudança de planos e que viajaríamos no final do dia, pois a reunião havia sido adiantada para o início da manhã, então era melhor que viajássemos ainda hoje.

O dia estava passando como um borrão, eu parecia correr contra o tempo e eventualmente precisei de uma informação que eu sabia que encontraria no computador da Eva. Eu saí da minha mesa e fui até a sala dela, eu sabia exatamente onde encontrar o que eu precisava. E enquanto eu estava sentado lá o Matheus apareceu.

- Está com saudade da Evita? - Ele brincou enquanto entrava. - A minha Peste me disse que ela vai passar o dia na farmacêutica hoje.

- Você nem imagina o quanto eu sinto falta dela! - Eu dei um sorriso torto.

- Que bom que você não está pensando que todas as mulheres são iguais. - Ele sorriu. - Porque a Evita e a minha Peste são mulheres maravilhosas!

- Não, eu sei que a Eva nunca seria capaz de me trair, ela real demais, perfeita demais e eu sou completamente louco por ela! - Eu sorri, enviando o arquivo do e-mail dela para o meu, buscando outros arquivos no e-mail e enviando também, mas já com a minha atenção no Matheus que trazia uma sacola nas mãos. - O que é isso? - Eu perguntei e me recostei.

- O diário. Você precisa ler, Rossi. - Ele me alertou.

- Ler. - Eu dei um riso seco e me levantei. - Eu fui enganado, Matheus! Da pior maneira. Manipulado! Feito de idiota! - A raiva foi escalando em mim e eu deixei sair o que parecia estar em uma panela de pressão. - Ela me traiu! Ela mentiu! Grávida! - Eu dei uma risada amarga e um tapa na mesa, o ódio cobrindo toda a minha voz. - Grávida! Mas quem é o pai? Será que eu mesmo? Tudo pelo dinheiro, Matheus, sempre o maldito dinheiro. Isso parece uma piada de mal gosto! Como uma mulher pode ser tão baixa assim?

- Eu tenho que ir, tenho uma reunião importante. Me dê notícias. - O Matheus se despediu e saiu.

Eu esfreguei o rosto, peguei a sacola com o diário e voltei para a minha sala. Enquanto as horas passavam eu não consegui um momento de paz para ligar para a Eva. E no fim da tarde eu saí do escritório e voltei para o apart, fiz uma pequena mala, jogando o diaria da vadia dentro, e chamei um taxi para me levar ao aeroporto.

Só quando eu já estava no taxi foi que procurei o celular para ligar para a Eva e não o encontrei, foi então que eu me dei conta de que havia esquecido o aparelho na sala da Eva mais cedo, mas agora não tinha tempo para voltar ao escritório. Eu compraria um descartável para falar com ela durante a viagem. Pelo menos o Matheus sabia que a minha viagem foi adiantada e poderia contar a ela. Mas isso não diminuía a irritação que eu estava sentindo por ter passado o dia longe dela e agora ter que ficar mais dois e sem o meu celular, onde eu tinha as fotos dela para me fazer companhia. Por que eu sentia que esse dia estava todo errado?

N.A.:

Olá, queridos... como estão?

Só eu que estou sentindo que tem muita coisa dando errado nesse dia do José Miguel? Mas eu não vou dar spoiler hoje...

Um beijo no coração e um domingo feliz para vocês!

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