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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 143

"José Miguel"

Eu cheguei a casa do Matheus e encontrei uma Gabriele andando de um lado para o outro e falando sozinha como se estivesse catatônica e o meu amigo me olhou como uma criança com medo do escuro.

- Por que ninguém me diz nada, Rossi? - A Gabriele correu em minha direção com os olhos enfurecidos e agarrou a gola da minha camisa.

- Ela já gritou com umas vinte pessoas diferentes, inclusive com o chefe idiota. - O Matheus me encarou. - E comigo!

- O que você fez agora, Rossi? - A Gabriele insistiu sem me soltar.

- Gabi, eu não fiz nada! Podemos conversar? Ou vamos continuar perdendo tempo com acusações? - Eu a encarei, porque ser colocado contra a parede não me ajudava a encontrar a Eva.

A Gabriele me soltou e nós nos sentamos no amplo sofá creme que já tinha testemunhado muitos dos meus problemas. Eu contei tudo o mais rápido que pude e mostrei o vídeo. Eu não queria ficar perdendo tempo em explicações eu precisava saber como encontrá-la.

- Ela está grávida? Minha nossa, a Eva deve estar surtando! Por que ela não me ligou? Por que ela não me procurou? Por que parece que ela está se escondendo de mim também? - A voz da Gabriele era um fio de mágoa e dor. Ela se sentia como eu, abandonada. Mas eu pelo menos sabia porque tinha sido deixado. - É culpa sua, Carrapato! - A Gabriele falou de repente e se levantou.

- Como pode ser minha culpa, Peste? Eu sabia tanto quanto você! - O Matheus se defendeu.

- É sua culpa, porque se eu não estivesse na... nesse... nisso com você ela teria vindo direto a mim, porque é isso que amigas são, porto seguro. - A Gabriele tinha um ponto, mas então eu me dei conta de que poderia ser um pouco pior do que ela estava imaginando.

- Peste, isso não faz sentido, porque a Evita sabe que você nunca me contaria onde ela está. - O Matheus choramingou. - Espera, você sabe onde ela está e está só tentando nos enganar?

- Eu não sei onde ela está, Carrapato! - A Gabriele encarou o Matheus irritada. - Se eu soubesse eu estaria com ela e não aqui!

- É... acho que pode ser nossa culpa mesmo que ela não tenha te procurado, Gabi. - Eu respirei fundo, mas não tinha o direito de fingir que não tinha idéia de porque a Eva não procurou a melhor amiga.

- O que você quer dizer com isso, Rossi? - A Gabriele se aproximou, a voz perigosamente baixa.

- Se a Salma manipulou o vídeo com cuidado, a Eva pode ter ouvido o Matheus falar que você mentiu para ela, sobre a noite de anteontem. - Eu declarei me lembrando das palavras do Matheus.

- Ah, merda! - O Matheus pareceu ficar petrificado, se dando conta de que isso seria um problemão com a Gabriele.

- O que exatamente você falou, carrapato? - A Gabriele encarou o Matheus e eu tive medo do olhar dela.

O Matheus explicou o mais fielmente possível o que tinha falado, repetindo várias vezes que nós não tínhamos idéia de que havia uma câmera na sala, e a raiva da Gabriele se transformou em desespero que rivalizava com o meu.

- Gabriele... - O Edson começou, mas pelo tom ele não ia dizer nada, então eu me ajoelhei em frente a Marta.

- Marta, me desculpe por entrar na sua casa assim, mas eu preciso dela. O que aconteceu foi uma intriga, não tem um pingo de verdade no que ela acha que sabe. Por favor, não deixa nós dois sofrermos! Você é mãe, eu sei que quer a felicidade dela. Olha pra mim, eu estou desesperado. - Eu pedi e a Marta colocou a mão gentilmente no meu rosto.

- O que aconteceu, José Miguel? Porque tudo o que eu sei é que ela chegou em casa completamente transtornada, destruída mesmo, e não quer que ninguém saiba onde ela está. - A Marta falou com a voz doce de quem não estava me julgando apenas tentando entender.

- Fizeram um vídeo, Marta, e tiraram de contexto. Por favor, me deixa falar com ela? - Eu estava suplicando, mas o olhar da Marta me mostrava a luta que ela travava.

- Querido, eu queria poder te dizer, mas se eu trair a confiança dela, ela não terá pra onde ir da próxima vez que precisar. - Então ela pensou um pouco antes de tomar uma decisão. - Olha, vai pra casa. Amanhã eu falo com ela e tento convencê-la a conversar com você.

- Marta, não me pede para esperar até amanhã. Eu não ovu suportar passar a noite pensando que a perdi! - Meus olhos marejaram e ela me olhou com gentileza, mas irredutível.

- É, ninguém vai dizer nada aqui, Rossi. Vamos embora! - A Gabriele soltou de repente, mas eu não podia sair sem saber de nada. - Vamos, Rossi. - A mão da Gabriele tocou o meu ombro com um aperto suave, como se quisesse me dizer algo.

- Vai, querido. Volta amanhã e eu terei uma resposta poara você. Eu prometo que vou tentar te ajudar, porque eu sei que você é sincero. - A Marta sugeriu e quebrou toda a minha esperança.

- Vamos, Rossi. - O Matheus chamou. - Amanhã nós voltamos, Martinha. Nos desculpe pela forma como chegamos.

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