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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 146

"Eva"

O Elias entrou no meu quarto de madrugada, eu não tinha conseguido dormir ainda, a única coisa que eu conseguia fazer era chorar. Ele veio me dizer que tinha recebido uma ligação de um conhecido que trabalhava no hotel da cidade e pela descrição que o homem deu, o José Miguel e seus fiéis escudeiros haviam chegado na cidade. Mas como eles chegaram até aqui?

- Não acredito que a nossa mãe contou para ele onde eu estava. - Eu lamentei, era a única coisa que eu conseguia pensar, que o coração mole da minha mãe caiu no charme do José Miguel.

- Eva, se ela fez isso é porque ela confia nele, você nem contou para a nossa mãe o que estava acontecendo, lembre-se disso. - O Elias me alertou.

- Mas eu pedi para não contar a ninguém, isso deveria bastar. - Eu argumentei.

- Pode ter sido o advogado. Porque o Érico e o Edson eu duvido muito que contassem.

- Não, o Dr. Romeu não contaria. Ele é incorruptível. Foi a nossa mãe, ela tem o coração mole e adora o José Miguel e a Gabriele. - Eu lamentei.

- Ou a Gabriele deduziu, não é, Eva?! Sua amiga é muito esperta. - O Elias tinha razão. - Irmã, encara logo essa situação, fala com eles, j**a tudo pra fora, grita, desabafa, escuta, mas resolve isso.

- Não, Elias, eu não estou pronta para ouvir todos aqueles desaforos dele. - Eu retruquei com o coração apertado.

- Eva, pensa comigo, eu sei que você está magoada, mas você acha mesmo que o José Miguel se abalou até aqui só para gritar desaforos com você? Ou para conhecer as belezas dessa aprazível cidadezinha?

- Vir aqui me dizer que não importa o que aconteceu é que nao é! - Eu retruquei magoada. Como meu irmão não entendia como eu me sentia? As palavras ditas pelo José Miguel naquele vídeo ainda doíam nos meus ossos. E não eram só as palavras, era a raiva impregnada nelas.

- Eva, você está grávida de um filho dele, em algum momento vocês precisam conversar, sei lá, até fazer um teste de DNA, mesmo que isso te ofenda, mas vocês precisam acertar como criar essa criança, para o bem dela.

- Ele não quer essa criança. - Eu respondi emburrada e magoada.

- Eva, você sabe que não é assim, você sabe melhor do que eu que ele vai se responsabilizar. - O Elias passou a mão no rosto. - Querida, você não é mais criança e você precisa colocar os interesses desse bebê à frente dos seus agora. Isso significa engolir o orgulho e fazer o que é melhor para o seu filho.

- Eu sei, Elias, eu vou fazer. Eu só preciso de uns dias. Só para conseguir lidar com tudo o que ele vai me dizer sem me quebrar mais. - Eu pedi e ouvi a respiração pesada do meu irmão, como se ele pensasse em algo mais para me convencer.

- Minha irmã, pra quê adiar? - Ele perguntou, sempre com a sua praticidade e mania de tomar decisões rápidas.

- Para me acostumar com a dor! - Eu o encarei com os olhos marejados.

- Eu odeio que você esteja assim, de verdade. Mas eu ainda acho que é muito absurdo tudo isso. O José Miguel não me parece o tipo de homem que tiraria conclusões sem falar com você. Além do mais, esse vídeo que você disse que viu, me parece conveniente demais. Você não acha que pode ter sido armado, montado, criado por inteligência artificial ou qualquer coisa do gênero?

- Por que você está defendendo tanto o José Miguel? - Eu o acusei, ele me olhou cansado e se sentou ao pé da cama.

- Eva, eu não o estou defendendo, eu estou defendendo que você seja uma adulta responsável e que entenda que fugir não é o caminho, que por mais que doa você deve a ele e a si mesma uma conversa franca cara a cara. E eu estou dizendo que você está agindo como uma menina mimada, coisa que você nunca foi. - Eu não precisava das palavras duras do meu irmão eu precisava de apoio.

- Por Deus, juro que você está irritante como uma adolescente! - O Elias bufou impaciente.

- Então para de tentar me convencer! Eu não vou falar com eles agora. Eu nao posso. Eu não consigo. - E as lágrimas estavam caindo de novo.

- Olha, eu só estou dizendo que eu entendo o seu lado, mas eu também entendo o dele e que uma conversa franca é o melhor caminho. É claro que a decisão é sua e eu vou te ajudar, mesmo não concordando com o que você decida, mas eu vou respeitar. - O Elias suavizou a voz.

- Eu não posso encará-lo agora. - Eu funguei.

- Tá! - Ele respirou fundo e pensou. - Eu tenho um amigo que tem um sítio não muito longe daqui. Eu tenho a chave, nós podemos passar uns dias lá. Mas é um lugar de pesca, não tem conforto nenhum, é só um lugar no meio do mato.

- Ótimo! Quando podemos ir? - Eu concordei.

- Agora mesmo, só vou juntar umas coisas para levar. Arrume as suas coisas. - Ele se levantou, mas quando chegou a porta parou e se virou. - Eva, você precisa ir ao médico, ver como está essa gestação.

- Eu sei, Elias, não sou idiota. - Eu pensei por um momento e respirei fundo. - Quinze dias, Elias, só isso. Em quinze dias eu volto e encaro tudo isso de frente como você está sugerindo.

- Eu espero que você não se arrependa! - Ele atirou para mim da porta e depois saiu.

Meia hora depois entramos no carro e fomos para o tal sítio, com o meu coração afundando no peito e o medo de ouvir diretamente do José Miguel aquelas palavras duras que eu ouvi no vídeo.

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