"José Miguel"
O Clima na casa do Matheus era festivo, risos e brincadeiras ecoavam pela casa e retumbavam no meu coração num contraste de como tinha sido nos dias anteriores. Mas enquanto a Eva ria com o Enzo e a Gabriele o Matheus me fez um sinal e eu o acompanhei para o jardim.
- Já está cansado do barulho no seu santuário? - Eu sorri ao alcançá-lo no jardim.
- Eu adoro o som de vocês no meu santuário! - Ele sorriu. - Especialmente os gemidos da minha Peste. - Ele fechou os olhos e virou a cabeça para cima, soltando um grande suspiro. - Parece que ela foi feita para este lugar. Para mim. Escuta o que eu estou te dizendo, Rossi, essa Peste delícia vai ser a minha perdição.
- Talvez ela te tire da perdição. - Eu brinquei e ele riu.
- É exatamente esse o problema, ela me colocando na linha. - Ele bateu a mão nas minhas costas. - Rossi, eu estava olhando aquele caderninho da Carmem. - Ele ficou sério de repente.
- É? E o que tem lá de tão assombroso?
- Nomes, dados bancários, telefones, valores, datas, eventos. Aquilo parece um inventário ou contabilidade, ainda não decidi. Mas o nome do pai da Eva está lá. O do pai do Heitor também. Só os melhores, percebe? - No momento em que ele falou do pai da Eva eu me virei para encará-lo.
- O melhor do pior! Você está me dizendo que a Carmem conhece o pai da Eva?
- É o que parece. Ou ela não teria o nome dele, telefone, endereços. Mas sabe, não é estranho que eles se conheçam, aquela mulher trabalhou para o seu pai, ela certamente conheceu muitos empresários. - O Matheus me lembrou.
- Eu sinto tanta raiva ao me lembrar disso, Matheus! Como pode existir gente tão fria e calculista? A carmem e a Cora simplesmente entraram nas nossas vidas com um plano traçado, fingindo-se de santas, mas a Carmem ruminava rancor e arquitetava essa vingança há trinta anos!
- Só você que acreditou que elas eram santas, eu sempre te disse que tinha algo muito errado com elas. - Ele me lembrou das muitas vezes que me avisou para não confiar na Cora e deu uma risada.
- A Eva não usa o sobrenome do pai e não tem contato com ele há anos, a Carmem não deve fazer a menor idéia de quem ela seja. E ela odeia o pai e com certeza não conhecia a Carmem. O que será que liga a Carfmem ao pai da Eva? Como ela vai reagir a isso? - De uma coisa eu sabia, que não poderia esconder da Eva essa informação.
- Bom, a Carmem e o Domani são dois demônios, disso eu tenho certeza. E a Peste meio que já contou pra Evita. Vocês chegaram bem na hora e a Evita parece ter esquecido o assunto.
- Melhor assim. Mas como nós vamos descobrir isso? A Carmem não vai falar. - Eu esfreguei os olhos.
- A Carmem não, mas o Domani talvez fale, ele não tem mais nada a perder, pra que protegeria a Carmem? Ele só protege a si mesmo. - A voz da Eva atrás de mim continha uma convicção.
- Vamos deixar isso pra lá, amorzinho. Na verdade não interessa o que eles têm em comum, só interessa que eu vou expurgar a Carmem da minha vida, da nossa vida! - Eu me aproximei e a abracei.
- Eu não vou deixar isso pra lá, Rossi! Amanhã mesmo peço ao Dr. Romeu para me ajudar a fazer uma visitinha para o papai desquerido. E você sabe, Dr. Romeu move o mundo por mim. - Ela deu um lindo sorriso.
- Sei, ele inclusive se negou a me dizer onde você estava, mas eu desconfio que ele mova o mundo é por outra Sanchez. - Eu sorri e ea Eva estreitou os olhos.
- Aqueles dois acham que estão escondendo de todo mundo. Mas a minha mãe é uma péssima atriz e os olhinhos do Dr. Romeu pra ela são de um cachorrinho abanando o rabo. - Ela deu uma risadinha.
- Pessoal, eu vou indo. - O Enzo se aproximou abraçado com a Gabi.
- Pensei que você ia dormir aqui? - O Matheus perguntou e o garoto sorriu.
- Hoje não, vou ver a minha Luna. - Ele declarou com um sorrisinho no rosto.
- Viu, o mesmo olhar do Dr. Romeu para a minha mãe! - A Eva apontou para o Enzo.
- Evita, Romeuzinho está apaixonado, só te digo isso. - O Enzo declarou.
- Coitado dele quando for enfrentar os irmãos Sanchez. - Eu comentei e todos riram.
- Sua mãe sabe? - A pergunta dele deixcava clara a preocupação.
- Eu prefiro que ela não saiba.
- Isso não vai ser possível, eu não vou esconder isso dela e nem adianta vir me falar de sigilo profissional, Eva, você sabe muito bem porque. - Ele foi direto.
- Porque vocês estão namorando às escondidas! - A Eva falou num tom divertido.
- Não é as escondidas, ela quer esperar as coisas se acalmarem, mas parece que os Sanchez desconhecem calmaria. - Ele parecia contrariado com isso. - Rossi, você está de acordo?
- Nao, mas ela vai assim mesmo e se você não ajudá-la ela provavelmente vai se enfiar num dia de visita e isso eu realmente não posso aceitar. - Eu declarei a olhando diretamente.
- Está bem, Eva, mas eu vou com você e não vou sair do seu lado. - O advogado avisou.
- Gosto desse acordo! - Ela respondeu sorridente.
- Vou pedir a autorização e te informo. - Ele respondeu, mas ainda parecia desconfortável com o pedido dela.
Depois que nos despedimos do advogado ela me encarou com a curiosidade brilhando nos olhos, ela queria saber o que aconteceria na quinta e eu a expliquei rapidamente.
- Eu preciso fazer isso, aquele túmulo me assombra e eu quero virar essa pagina de vez. - Eu declarei e ela sorriu.
- Eu gostaria de estar lá com você, porque eu sei que apesar da Cora, vai ser um momento difícil. - Ela declarou e meu peito se apertou de tanto amor por ela.
- Eu quero muito que você esteja lá comigo! - Eu declarei, recebendo o seu sorriso de contentamento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...