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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 168

"José Miguel"

Eu estava andando de um lado para o outro perto do carro, preocupado com a Eva dentro daquele lugar. Mesmo que ela estivesse com o Dr. Romeu, e eu confiava muito nele, eu sabia que aquele lugar e ver o pai a deixariam desconfortável. Então eu ergui a cabeça e os vi se aproximar. Ela parecia mais abatida do que eu esparava. Eu dei os passos que faltavam em direção a ela e a abracei, mas ela parecia distante e eu olhei para o advogado, esperando que ele me dissesse algo.

- Vamos sair daqui. - Foi tudo o que ele disse.

Nós voltamos para a casa da Eva e quando chegamos o Matheus e a Gabriele já estavam lá, assim como os três irmãos da Eva com cara de poucos amigos. A Gabriele correu para abraçar a Eva e teve coragem o suficiente para expressar o que eu não tinha dito.

- Nunca mais você vai visitar aquele cretino. Ele só te faz mal. - A Eva se agarrou a Gabriele e começou a chorar, como se uma represa tivesse se rompido.

- O que ele fez com ela? - A pergunta do Elias estava carregada de raiva, com a certeza de que o Domani a tinha ferido.

- Vamos nos sentar e conversar com calma. - A Marta estava dando uma ordem aos três filhos, que se sentassem e se acalmassem.

Nós entramos e, como a Marta determinou, nos sentamos em silêncio até que a Eva se recuperou o suficiente para falar.

- Ele realmente conhece a Carmem. - A Eva falou com a voz baixa. - Dr. Romeu... - O chamado dela foi um pedido.

- Eu explico, querida. - Ele a tranquilizou com um pequeno sorriso. - A Carmem trabalhou na farmacêutica e foi amante do Domani.

- Espera! - A Marta se virou para o Dr. Romeu e depois para mim. - Por que vocês estão desenterrando esse assunto? Por que o Domani falou dessa mulher com a Eva?

- Porque a Carmem é a mãe da falecida esposa do José Miguel. - O Dr. Romeu contou e a Marta me olhou em choque.

- Não, não. Não pode ser! - A Marta parecia nervosa pela primeira vez desde que eu a conheci. - Eu quero essa mulher longe da minha filha! Longe de todos nós!

- Você a conhece, Marta? - Eu perguntei curioso, a reação da Marta era completamente fora do habitual. Ela era uma mulher muito calma, sempre comedida e media as palavras.

- Aquela mulher sem princípios foi amante do Domani, engravidou dele e ainda foi fazer escândalo na porta da minha casa. O Érico era um bebê de meses quando tudo aconteceu. - A Marta revelou e nesse momento a Eva pareceu sair do transe.

- Dois filhos da puta, parece que sempre se reconhecem e se juntam afinal! - A Eva disparou. Mas as peças se juntaram na minha cabeça e eu fechei os olhos absorvendo o significado daquilo.

- A Cora... ela era sua irmã. - As palavras saíram da minha boca sem que eu percebesse, a constatação num fio de voz, eu estava completamente atordoado e levei mais que um minuto para me recuperar da notícia.

- Como é que é? A vadia morta? Irmã da Evita? Não, não, não! Impossível! Água e azeite não se misturam e aquela piranha não tem nada a ver com a Evita. - O Matheus não se segurou.

- Como a Cora chegou até você, Bittencourt? - O Dr. Romeu enfim perguntou e o Matheus balançou a cabeça.

- Um antigo cliente, ele era amigo do meu pai, ele me perguntou um dia se eu tinha alguma vaga em aberto e eu tinha, então ele me pediu para dar uma chance para a Cora, disse que ela era afilhada de um velho conhecido e que era uma boa moça que estava precisando de ajuda. Eu a contratei, mas em menos de uma semana eu queria demití-la, eu a odiava, mas o José Miguel me convenceu a dar uma chance, que ela estava se adaptando e que eu poderia criar uma aresta com o nosso cliente, porque ele parecia genuinamente preocupado com a Cora.

- Mas o velho era um safado, morreu o ano passado. Vivia traindo a esposa e, depois de tudo o que você contou, Dr. Romeu, não duvido nada que a Cora tivesse algum envolvimento com ele. - O Matheus explicou e eu concordava com cada palavra.

- Querem saber, a Carmem vai se arrepender de ter se metido nas nossas vidas. E o arrependimento dela começa amanhã. - Eu falei cheio de convicção.

- Você convidou aquela cobra para a nossa festinha no cemitério? - O Matheus sorriu.

- Com certeza! - Eu afirmei, mas depois o encarei. - Só não esquece, Matheus, que não é só a Cora que está naquela sepultura e isso ainda é doloroso pra mim.

- Rossi, você nem sabe se eram seus filhos. - O Matheus tinha razão, mas eu tinha passado anos pensando que sim e, na verdade, poderiam mesmo ser. - Quer saber, vou descobrir isso.

- Como você vai descobrir isso, Matheus? - Eu já podia prever o meu amigo virando o mundo de cabeça para baixo com as suas idéias mirabolantes.

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