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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 189

"Enzo"

Eu marquei com o Julio no restaurante perto do escritório e pedi para ele ir de jeans e camiseta, ele ficava quase irreconhecível sem o terno. Ele tinha sido liberado do trabalho na Lince só para me ajudar com esse servicinho extra. Eu escolhi o Julio porque ele era esperto, muito atento e tinha bons ouvidos. Além do mais nós éramos amigos e nos entendíamos com um olhar, isso facilitava muito.

Eu almocei com o Julio, expliquei os detalhes da situação para ele e como o Perfeito vinha sofrendo há anos com a fofura das trevas, falei também de como estávamos preocupados com o que ela poderia tentar fazer contra a Eva. Na ligação do dia anterior eu tinha sido sucinto, mas hoje eu estava contando tudo para ele.

- Coitado do Perfeito! Foi usado de uma forma aviltante. - O Julio lamentou.

- Pois é, tem gente ruim de todas as maneiras soltas por aí. - Eu concluí.

- Então nós vamos seguir aquela mulher e descobrir quais são as intenções dela. Que bom que você me chamou, Enzo, vai ser um prazer ajudar o nosso casal. - O Julio sorriu.

- Muito bem, então aqui está o seu disfarce. - Eu coloquei sobre a mesa uma sacola. O Julio abriu e tirou de dentro um boné e um par de óculos escuros.

- Ah, mas eu não vou devolver isso aqui não! Adorei esses óculos. - O Julio colocou os óculos e tinha realmente ficado bom. - Meio caro pra um disfarce, você não acha, Enzo?

- Nada demais, Julio, é claro que são pra você. Foi a minha Luna que escolheu. - Eu comentei com um sorriso.

- Ah, sabia que tinha dedo da Lulu, aquela garota tem estilo! - Ele sorriu. - Fiquei mais gato, não fiquei?! Ãnh?!

- Tá bonitão! - Eu ri. - Então vamos lá?

Nós saímos do restaurante e fomos montar guarda perto da casa do Perfeito. Estava tudo muito quieto, mesmo o Matheus tendo deixado o celular que rastreava o da Carmem comigo, ele estava completamente inativo, ela não fez nem uma ligação, não mandou nenhuma mensagem e eu fui ficando ansioso. O que ela ia aprontar? Então a Candinha apareceu.

- Ela acabou de subir. Não vai demorar a sair. Tomem cuidado, aquela mulher é o demônio. - A Candinha avisou.

- Você vai sair, Candinha? - Eu perguntei.

- Vou ao meucado aqui perto, só pra dar mais confiança para aquela megera de que ela não vai ser pega. Deixa ela pensar que alcançou a liberdade. - A Candinha deu um risinho e se despediu, indo em direção ao taxi que parou logo à frente.

Meia hora depois a Berta me enviou uma mensagem dizendo que a fofura das trevas havia acabado de sair do quarto. Estava na hora, o que quer que ela estivesse aprontando, ela tomaria uma colherada do próprio remédio.

Assim que o carro vermelho brilhante atravessou o portão da garagem nós nos preparamos para serguir. E então eu percebi que havíamos tomado a direção do hospital açougue. Eu detestava aquele lugar, só de passar na porta já me causava arrepios. Mas se ela estava indo para lá, eu podia me prevenir, eu ia ligar para a Tatiana.

- Tati, minha linda! - Eu sorri quando ela atendeu.

- Enzo, meu amor! Como está o seu dia de espião? - Ela brincou.

- Vai ficar divertido. Lindona, nosso alvo está indo para aquele hospital, você tem alguma idéia do que ela vai fazer sem que o amiguinho dela esteja lá?

- Enzo, pelo que eu sei ela se acha a embaixatriz do hospital, só porque o Dr. Mauro faz tudo o que ela quer e ele aterroriza os funcionários. Mas isso agora nós sabemos que é porque ela dá dinheiro pra ele. Provavelmente ela está indo atrás do Michel, quando o Dr. Mauro não está o Michel é obrigado a atender as vontades dela.

- Acho que é bem mais que isso, porque o seu avô acabou de me ligar! O Dr. Molina em pessoa! - O Dr. Michel respondeu sorridente. - Começo na segunda. Isso é sério, não é, Enzo?

- Muito sério! A Tati disse que você é bom. Eu confio na Tati e o meu avô confia em mim. - Eu sorri.

- Você não vai se arrepender, Enzo, o Dr. Michel está desperdiçado aqui. - A secretária sorriu.

- Diga o que nós temos que fazer e faremos. - A Janice sorriu.

- Sejam gentis com aquela mulher, mas ela não pode encontrar o Dr. Michel. Finjam que ela é uma "querida". - Eu falei e as duas mulheres caíram na risada.

- Tá, vocês dois, se escondam ali na salinha. - A Janice apontou uma porta. - Desliga o celular, Dr. Michel, porque eu tenho certeza que ela vai te ligar.

Assim que nós encostamos a porta da salinha, ouvimos o sinal do elevador parando no andar. Enquanto a Janice e a secretária se fingiam de boazinhas com a fofura das trevas, o Dr. Michel e eu tentávamos abafar o riso dentro da salinha. Quando ela finalmente se deu por vencida a Janice abriu a porta e nos deixou sair.

- Vocês são incríveis! - Eu dei um beijo no rosto da Janice. - Preciso correr, muito obrigado! Nos vemos no Santè. E você - eu apontei para a secretária -, se tembém quiser sair daqui me envia o seu currículo, tem lugares melhores no mundo.

- Posso mesmo? - Os olhos dela cintilaram.

- Deve, querida! - Eu me despedi dela e saí correndo escada abaixo.

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