"Enzo"
Assim que eu pulei no assento ao lado do Julio a fofura das trevas entrou no carro dela mais à frente. Enquanto a seguíamos eu contava ao Julio como tinha sido no hospital e nós ríamos juntos, até que ele chamou a minha atenção para onde estávamos indo.
- Enzo, essa louca está indo para a Lince. Serṕa que ela vai atrás do Rossi? - O Julio perguntou.
- Talvez, mas ela também pode estar indo atrás da Evita... ou dos dois. Vamos interceptar essa aí na porta, Julio. - Eu sugeri e peguei o celular, eu tinha a pessoa perfeita para o próximo trabalho. - Mel, minha linda!
- Oi, gatinho! Sua tarde está animada? Porque a minha está um tédio! Estou chateada que você não me deixou ir com você para essa perseguição. - A Melissa reclamou. Eu havia passado boar parte da manhã na sala dela contando as novidades e aquela maluca, mesmo grávida queria partir pra cima da fofura do inferno.
- Gatinha, você precisa se comportar, não pode ficar correndo por aí. Maaasss... - Eu fiz uma pausa dramática.
- Mas o quê, Enzo, fala logo! - Ela exigiu, esperta como sempre já sabia que eu tinha algo para ela.
- O meu alvo está indo para a Lince. Talvez você queira recebê-la. - Eu sugeri e escutei a risada da Melissa.
- Te ligo quando ela sair. - Foi tudo o que a Melissa disse e eu sabia que ela daria uma volta na Carmem.
Quando a Carmem saiu da Lince o meu celular tocou. Enquanto o Julio dirigia atrás da Carmem a Melissa contava a conversa que teve com a Carmem. Se dependesse de nós, aquela mulher não se aproximaria da Eva nunca mais.
- E agora, Julio, para onde estamos indo? _ Eu perguntei.
- Não tenho idéia!
Quando a Carmem estacionou em frente a um prédio comercial, eu não tinha idéia do que ela faria ali. Ela entrou no prédio e o Julio e eu nos olhamos. Claro que ela ia procurar alguém ali, mas quem?
- Eu vou até lá. - Eu saí do carro.
Assim que a Carmem deixou a recepção e entrou em um dos elevadores eu fui até a recepcionista, uma jovem que parecia entediada. Eu tirei os óculos escuros e ofereci o meu melhor sorriso a ela, lembrando que minha mãe sempre dizia que meus olhos verdes eram fofos como os de um cachorrinho, a Luna dizia outra coisa e eu achava que as duas exageravam, mas pelo jeito que a moça me olhou, ela concordava com uma delas.
- Oi, moça! - Eu me debrucei sobre o balcão.
- O-oi! Em que posso ajudá-lo? - Ela me olhou com olhos castanhos muito brilhantes e sorriu amplamente.
- Querida, a mulher que entrou é minha avó. Meu avô acha que ela está tendo um caso e eu estou preocupado. O vovô é um homem ciumento. - Eu me apressei a explicar.
- E o vovô tem esses mesmos olhos cativantes? - Ela perguntou apoiando o queixo na mão, sem parar de sorrir.
- Iguaizinhos! - Eu abri mais o sorriso e os olhos.
- A vovó é uma boba! Não sei se o vovô tem razão, mas quem ela foi ver é um canalha e eu não me assustaria se você me dissesse que ela é a sugar mommy dele.
O Julio deixou o celular ligado e eu pude ouvir toda a conversa daqueles dois graças ao pequeno microfone que nós levamos da Lince e o Julio certamente escondeu muito bem. Eu não sabia dizer qual dos dois era pior, se quem planejava ou se quem se submetia a realizar aqueles absurdos. Quando o Julio se sentou aop meu lado no carro a expressão dele era de puro ódio.
- Você ouviu? - Ele perguntou, emanando raiva contida, e eu fiz que sim, incapaz de expressar a minha indignação. - Essa mulher é um monstro! E esse moleque? Um otário convencido!
- Nós vamos dar uma lição nele. - Eu falei com a certeza de que a Melissa criaria um plano de vigança perfeito.
Nós seguimos a Carmem mais um pouco e ela entrou num lugar que eu conhecia bem. Meu sorriso se alargou, o Matheus havia contado dos camarões podres sob os carpetes, eu sabia o que ela ia fazer. Então eu liguei rapidamente para o o dono que era meu camarada. Eu era cliente fiel dele e havia conseguido muitos outros clientes e o negócio dele ia de vento em poupa, mas ele era muito bom.
- Preciso de um favor! - Eu falei depois de cumprimentá-lo. - A mulher que entrou agora, é uma madame que aprontou com uma amiga minha.
- Então nós vamos aprontar com a madame! - Ele riu do outro lado. - Vou cobrar bem caro e demorar para entregar.
- Perfeito! E nem precisa caprichar. - Eu pedi e ele riu.
Depois que a fofura das trevas saiu da estética automotiva, o dono de lá me ligou outra vez e contou o que tinha acontecido, fazendo com que o Julio e eu ríssemos muito, enquanto eu seguia o taxi no qual ela havia entrado. Depois eu avisei a Cândida que ela provavelmente estava voltando para casa, afinal havia deixado o carro. E foi exatamente o que aconteceu, ela foi direto para casa e quando ela entrou pelo portão o Julio se virou para mim.
- E agora, Enzo?
- Agora reunimos o grupo e contamos o que descobrimos. Mas antes nós vamos falar com a Melissa. - Eu sorri para ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...